sexta-feira, julho 03, 2009

Património desaparecido...


As palavras que nos faltavam para acompanhar esta imagem chegaram-nos de Montão, pela mão de Campelo de Sousa, que no comentário que nos fez chegar, diz assim:

"(...) Quantas histórias estarão por trás desta bela imagem !
Será que tudo quanto os nossos antepassados nos legaram estará condenado ao desaparecimento?
Será que as novas gerações apenas sabem destruir ?
Pois é ! É tão fácil destruir aquilo que outros construiram! (...)"

4 comentários:

João Soares disse...

Precisávamos de outro SAAL...até lá temos amigos. Tens uma "prendinha" no Bioterra.

Um abraço

CampelodeSousa disse...

Mas que bela imagem !!!

O quantas histórias estarão por trás desta bela imagem !
Será que tudo quanto os nossos antepassados nos legaram estará condenado ao desaparecimento ?
Será que as novas gerações apenas sabem destruir ?
Pois é ! é tão fácil destruir aquilo que outros construiram !
Talvez a mania do modernismo, do facilitismo e do cimento armado em busca do lucro fácil, se esteja a transformar num cancro que a sociedade que se diz moderna terá um dia de combater com todos os antidutos possiveis.
Enfim, eu sei que a minha voz não chega ao céu !!!
Será que este caminho em frente à casa não é aquele que vem dos Desamparados e termina na ponte das Pias ?
Cumprimentos,
Campelo de Sousa
http://montao.blogspot.com

Cerveira Pinto disse...

Caro João

Que grata surpresa ver-te aqui de novo pelo "Boassas"...Pois, a situação do património rural e da arquitectura popular é trágica neste país. Mas, se fosse só isso!!!... O exemplo que continua a chegar dos nossos (des)governantes é péssimo e confrangedor. É uma mentalidade bacoca, de um provincianismo serôdio, na sua vertente mais tecnocrata e imbecilizante, que apenas vê o progresso como uma sucessão de "grandes obras", que nada mais são do que o reflexo da sua ignorância!... Enfim!...
Obrigado pela referência no sempre presente "BIOTERRA"...
Um abraço e volta sempre.

Cerveira Pinto disse...

Caro Campelo de Sousa
Infelizmente é mais um exemplo do património de excelência que existia em Boassas e que continua a ser destruído. Hoje já se contam pelos dedos os exemplares genuínos de arquitectura popular existentes na aldeia. Não penso que o problema esteja apenas nas "novas gerações", já que mesmo os mais idosos compactuam com este tipo de situações, quando não são eles próprios a perpetrá-las. Há um grave problema cultural que impede que as pessoas valorizem a sua própria herança patrimonial, já que elas nem sequer vêm nestes exemplares mais do que "tugúrios"... Por outro lado as próprias autarquias nada fazem para a preservação deste património, incentivando mesmo a sua destruição, ao aprovar os pseudo-projectos que permitem a sua destruição e nada fazendo para incentivar a sua recuperação nos moldes tradicionais. A aldeia perde assim o seu interesse patrimonial, uma valência acrescida em termos socio-culturais e de grande importância para o turismo, perdendo assim também alguma da sua já remota possibilidade de futuro! Recordo que este exemplar (da foto) foi, inclusive, um dos que integrou o rol de edifícios de valor patrimonial que levaram à classificação da aldeia, em 2005, como ALDEIA DE PORTUGAL. São autênticos "delinquentes culturais" como diria um artista espanhol que esteve em Boassas, referindo-se aos políticos...
Obrigado pelo seu comentário e volte sempre.
Manuel da Cerveira Pinto