Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Marcha Mundial pela Paz - Porto

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

O "crime" da Quinta do Paço





Este foi (mais) um dos exemplares de genuína arquitectura popular existentes na Quinta do Paço que desapareceu no incêndio que devastou a quinta no final do verão. Não foi notícia, conforme o próprio desaparecimento de praticamente toda a mancha florestal também não. Não houve jantares, nem conferências, para que os nossos tão atentos jornalistas tomassem conta do facto, como fizeram, por exemplo, com o protocolo celebrado entre a câmara e a empresa construtora encarregue de cimentar aquele espaço (facto muito mais importante, está bom de ver...). Já se sabe que neste país as notícias correm melhor quando são bem "regadas" e "acompanhadas" por um bom naco. Por outro lado, duvido que alguém na própria câmara municipal soubesse da existência deste edifício, onde se localizava, ou como se chamava. É assim o país que temos...(e não saímos disto!)

Quinta-feira, Outubro 01, 2009

Epitaph for my Heart . The Magnetic Fields (ForM)



"Epitaph for My Heart" by the Magnetic Fields

"Caution: to prevent electric shock, do not remove cover. No user-serviceable parts inside. Refer servicing to qualified service personnel."

Let this be the epitaph for my heart
Cupid put too much poison in the dart
This is the epitaph for my heart because it's gone, gone gone
And life goes on and on, anon
And death goes on, world without end
And you're not my friend

Who will mourn the passing of my heart?
Will its little droppings climb the pop chart?
Who'll take its ashes and, singing, fling
Them from the top of the Brill Building?
And life goes on and on, anon
And death goes on, world without end
And you're not my friend

Terça-feira, Setembro 08, 2009

Quinta do Paço da Serrana...a vergonha!!!!


Cerca de duas décadas de domínio municipal foram suficientes para destruir um património inestimável, construído ao longo de séculos. Obviamente que o "azar" da Quinta do Paço não foi o incêndio que aí deflagrou ontem, mas sim o de ter passado a pertencer a uma autarquia acéfala, laxista; insensível e irresponsável... Uma instituição pública onde a palavra cultura não cabe sequer no vocabulário. Em cerca de duas décadas a Câmara de Cinfães nada fez para que aquele espaço fosse mantido e preservado. Pelo contrário, permitiu a sua vandalização e destruição, nada fazendo para evitar o que agora sucedeu, embora os alertas tenham sido lançados incessantemente...
Sei do que falo! Senão vejamos:
1. Fui talvez a primeira pessoa a escrever sobre as possibilidades da quinta no já longínquo ano de 1985, ainda a propriedade pertencia à Família Serpa Pinto.
2. No ano seguinte publiquei um novo artigo onde alertava para a degradação de todo aquele património (mal sabendo eu que seria muito melhor que as coisas se mantivessem como estavam...).
3. Em 1995, participei num concurso público de arquitectura, lançado pela câmara que foi de tal forma boicotado que, até hoje, não foi publicado o resultado. A minha era a única proposta que cumpria todos os requisitos... E a própria vice-presidente (que fazia parte do júri) afirmou publicamente, em determinada altura, que a minha havia sido a proposta escolhida!...
4. Posteriormente, aquando do 1.º Programa Leader para a região, em que foi criado o "Centro Rural de Ribadouro", propus o aproveitamento e adaptação da Quinta do Paço para os fins que estavam previstos no concurso camarário e ainda como pólo de residência e atelier de artistas, etc... A ideia acabaria por não ser sequer aproveitada pela câmara que acabou por perder o dinheiro para o vizinho concelho de Baião!...
5. Mais recentemente, a Associação Por Boassas (APOBO) propôs a classificação de todo o maciço arbóreo fosse classificado como Património de Interesse Público (parte já era Reserva Ecológica). Embora o parecer da Direcção Geral das Florestas tenha sido favorável (que publicamos aqui parcialmente), o processo nunca teve um desfecho porque a autarquia não se mostrou interessada na classificação.
6. Nesse mesmo documento a DGF propunha-se identificar as espécies arbóreas e arbustivas e também à própria limpeza dos espaço, o que, obviamente nunca veio a suceder!...
7. Em reunião com o próprio presidente da autarquia, apelando à sensibilidade e necessidade de classificação de todo aquele espaço, a resposta não se fez esperar: "a classificação poderia ser contrária aos interesses CONSTRUTIVOS dos projectos em curso" (!!!!!)....
8. Alertei também para a necessidade da elaboração de um plano feito pela própria autarquia para ser usado como fio condutor de qualquer projecto que ali pudesse ser feito, tendo-me sido dito, sintomaticamente, que: (sic) "não está no âmbito da câmara esse tipo de acções" (!!!!!)...
9. Posteriormente, falei ainda com a presidência sobre a possibilidade de uma parceria (com grandes possibilidades de financiamento) internacional com a Holanda, tendo-me feito acompanhar para uma reunião pelo responsável das "Villages of Tradition" e gestor do programa "Leader" daquele país o Sr. Frits Schuitemaker. A ideia era uma parceria internacional, já que na aldeia holandesa de Frits se estava a construir um museu dedicado a um explorador local chamado Abel Tasman (o descobridor da Tasmânia). O desinteresse demonstrado foi de tal modo constrangedor que a ideia praticamente morreu logo ali.
10. Devo ser das pessoas que melhor conhece o espaço e a que mais elementos possui sobre a quinta (possuo o levantamento de todas as construções, com fichas identificativas e descriminativas de materiais, estado de conservação, localização, etc.; levantamento fotográfico de todo o património construído; plantas de zonamento; de áreas agrícolas e florestais; rede e estruturas hídricas; etc...). Apesar disso NUNCA me foi pedida qualquer informação, parecer, ou opinião sobre aquele espaço!

Por tudo isto, hoje, e pela primeira vez, sinto vergonha de ter nascido em Cinfães!

Manuel da Cerveira Pinto
(Professor Universitário, Mestre Arquitecto, doutorando em arquitectura na Universidade de Valladolid e vice director do Jornal Miradouro)

Segunda-feira, Setembro 07, 2009

O "AZAR" DA QUINTA DO PAÇO...


Há quatro anos lamentávamos aqui a destruição parcial da Quinta do Paço da Serrana por um incêndio de grandes dimensões, que apesar de tudo não havia consumido a grande floresta. Hoje acabou de arder o que então remanesceu. O concelho de Cinfães perdeu o seu maior símbolo cultural e natural e também um dos espaços mais importantes de bio-diversidade e valor paisagístico de todo o distrito de Viseu. Claro que foi apenas "azar". Em quatro anos todas as medidas e mais algumas foram tomadas no sentido da preservação daquele espaço, para que não voltasse a suceder o mesmo. Por exemplo, a limpeza constante e assídua da floresta, para o qual contribuiu a classificação de todo o conjunto como área protegida pela Direcção Geral das Florestas, proposta pela APOBO (Associação Por Boassas) prontamente apoiada pela Câmara Municipal de Cinfães. Infelizmente "o azar" não permitiu sequer que fossem identificadas algumas das espécies assinaladas pelos técnicos da DGF... Agora será já impossível. Claro que é o azar. Pois, como dizíamos atrás, todas as medidas e mais algumas foram tomadas, até porque o espaço foi cedido a uma empresa para exploração turística, pelo que não só as autarquias, como os próprios investidores estavam plenamente empenhados na protecção de toda aquela riqueza. Vejamos, por exemplo, as medidas de prevenção e vigilância eram exemplares (havendo rondas pela floresta de guardas 24h por dia) e os acessos foram não só melhorados, como criados alguns novos, de forma a possibiltar o ataque rápido pelos bombeiros a partir da parte inferior da quinta. Também os pontos de água existentes na quinta estavam todos operacionais, para além do próprio sistema de distribuição de bocas de água ao longo de todo aquele espaço. Até nos passeios a Fátima proporcionados pela CMC aos idosos do concelho não tem sido descurada a salvaguarda da Quinta do Paço, sendo-lhes sempre lembrada a importância de uma "rezinha" para a preservação de todo aquele património. Por último, não nos esqueçamos do investimento em termos humanos e materiais com que os próprios bombeiros têm sido dotados no concelho, em que será de salientar o esforço enorme e que implicou o corte orçamental em 300.000 € de duas festas de S. João, que foi a aquisição de um helicóptero de ataque a incêndios, plenamente justificado pelo facto de este ser um concelho com uma área florestal considerável. Mas, enfim, o "azar" tem destas coisas e quando o destino assim o quer não há medidas, nem rezinhas, que nos valham... Mas ainda irão aí aparecer más-línguas a dizer que muito mais poderia ter sido feito, como se o destino pudesse ser contrariado. Enfim... os do costume!

(A fotografia que ilustra este artigo é da autoria do ceramista espanhol Fernando Malo)

Quarta-feira, Setembro 02, 2009

A poluição em Boassas

Não deixa de ser curioso como à medida que a aldeia se esvazia de pessoas e movimento a poluição aumenta na razão inversa. Será apenas coincidência?...Não, de todo! Não creio!... É uma razão de causa e efeito. O saneamento, para meia dúzia de pessoas, não funciona, as fossas (chamadas pomposamente pelo poder local de ETAR's - Estações de Tratamentos de Águas Residuais) são pura e simplesmente obsoletas, são focos de infecções; conspurcam os terrenos e o ar é nauseabundo e irrespirável. A poluição sonora é outra das catástrofes que começa pelas cornetas vociferantes colocadas no topo da igreja, que nos inferniza o juízo de meia em meia hora, que num desrespeito anti-cristão agride os ouvidos e o cérebro de qualquer transeunte e sobretudo de quem nas imediações vive... Durante os meses de Abril a Agosto e a propósito da festa, todos os domingos, durante a tarde é impossível estar no centro de Boassas, tal é o barulho causado pela música (!!!????) tonitruante que vociferam as cornetas encarrapitadas no campanário da capela. Outro flagelo é a poluição visual e luminosa provocada pela proliferação de "maisons" de pessoas que vindo da cidade passar uns dias no campo parece terem medo do escuro... Enfim, contributos para o despovoamento e desertificação daquela que é já uma das zonas mais pobres do país...

Quinta-feira, Julho 30, 2009

O Festival "Altitudes" está de volta!!!!...


Aí está mais uma edição do fantástico "Festival Altitudes". De 8 a 16 de Agosto todos os pretextos serão bons para se deslocar à congénere "Aldeia de Portugal" de Campo Benfeito, em plena serra de Montemouro, para assistir a mais um festival de teatro, recheado de eventos e surpresas... Para ver o programa completo basta "clicar" na imagem ou aceder a uma das seguintes páginas:

http://lobosnofojo.blogspot.com

http://teatromontemuro.com

Sábado, Julho 18, 2009

O Cipreste da Casa do Outeiro no "Venerables Árboles"


O cipreste (Cupressus sempervirens L.) da Casa do Outeiro, classificado como árvore de Interesse Público a pedido da Associação Por Boassas é mencionado no fantástico blogue espanhol "VENERABLES ÁRBOLES". Trata-se da única árvore classificada do concelho de Cinfães e não deixa de ser curioso como o facto (que é relevante em Espanha) é em Cinfães pura e simplesmente ostracizado e ignorado. Note-se que (para além do meu livro "Boassas. Uma Aldeia Com História") este não é mencionado, uma vez que seja, em qualquer publicação, roteiro, guia turístico ou cultural...
De qualquer forma ele aí está e as suas características podem ser vistas na página da Autoridade Florestal Nacional, donde se destaca a seguinte nota: "Este exemplar localiza-se no jardim de uma casa senhorial de época pós barroca, datada de 1733. O cipreste era não só na região, a árvore que identificava as casas de carácter senhorial daquela época, como servia também de ponto de referência a grandes distãncias. Este cipreste foi retratado pelo notável artista plástico Lima Machado Pereira, numa tela a óleo a que deu o nome de "O cipreste dos Cerveiras". Fonte (Memória descritiva apresentada pela Associação por Boassas)".
A fotografia é da escultora Carla Capela.

Sexta-feira, Julho 10, 2009

O "António Maria" visita Boassas

O autor do blogue de referência "O António Maria" visitou Boassas. Há já mais de um ano, é certo, mas ainda assim vale bem a pena ler os comentários que teceu acerca da sua estadia por terras cinfanenses. Também não posso deixar de me sentir um pouco lisonjeado, já que são mencionadas (e destacadas) duas obras minhas... Diz então assim:

"(:::) Seguimos depois para
Cinfães do Douro pela velha estrada marginal, cheia de curvas e aceleras malucos, mas belíssima como dantes. Pena foram os desvios forçados e sem aviso pelas obras que ainda decorrem à volta das duas novas pontes de Entre-os-Rios. Como sempre, a sinalização ausente permanece uma marca distintiva dos idiotas que pontificam nas Estradas de Portugal e um típico sinal de indolência da maioria dos autarcas. Enfim, por entre buracos e curvas apertadas, lá chegámos à Casa do Lódão, situada numa pequeníssima e muito antiga aldeia chamada Boassas, a meio caminho entre Porto Antigo e a vila de Cinfães. Um dos bons projectos de turismo rural da região, como que anunciando uma vocação em pleno desenvolvimento, de que há que destacar a Estalagem Porto Antigo, a Quinta de Ventuzela e o futuro Douro Palace Hotel em Santa Cruz do Douro, Baião. Chegámos já ao fim da tarde. Inspeccionámos a casa de caseiros remodelada onde iríamos passar duas noites e duas manhãs, o jardim, a quinta e as soberbas vistas sobre o rio Bestança, um dos poucos que até hoje sobreviveu à voragem hídrica do país.

O jantar no restaurante O Meu Gatinho, situado na horrenda zona nova da vila de Cinfães (só lá vou à noite!), faria as honras de encerrar o primeiro dia desta escapadela por entre terras do Douro Litoral e Vinhateiro. Pataniscas de bacalhau para acompanhar as clássicas Imperiais de abertura. Enquanto esperávamos pelo Polvo à Lagareiro e pelos Nacos e Postas de Vitela Arouquesa, abriram-se e puseram-se a arejar duas garrafas de tinto Churchill Estates 2004, enquanto íamos elogiando o Grande Porto, sobretudo a sua nova rede de metro (com estações desenhadas por Eduardo Souto Moura) e o remodelado Aeroporto Sá Carneiro (3.986.748 passageiros em 2007), a robustez da respectiva estrutura urbana, o Funicular dos Guindais e os novos ícones arquitectónicos da cidade: Casa da Música (Rem Koolhaas), Museu de Serralves (Siza Vieira), a Torre Burgo (Eduardo Souto Moura). A Mousse de Limão e um fofinho bolo de chocolate muito húmido fizeram ainda companhia ao Churchill que resistiu durante toda a degustação, apesar do depósito algo irritante detectado numa das garrafas. Claro que o café, num tão fino e inesperado restaurante, só poderia ser bom e adequadamente tirado. Pedi duas Italianas rigorosamente curtas. Souberam-me pela vida. Como sempre faço, reservei meio copo de tinto para o fecho definitivo do pequeno banquete. Resistiu! (...)"
O artigo completo pode ser lido aqui.

Quinta-feira, Julho 09, 2009

Boassas "Pela Positiva"

O blogue "Pela Positiva" de Fernando Martins, faz uma extensa apreciação crítica do livro "Boassas. Uma Aldeia com História", num texto chamado "Para todos os que cuidam da preservação da nossa identidade", donde colhemos o seguinte excerto:

"Viajei, então, graças ao trabalho de Manuel da Cerveira Pinto, por aquelas bandas com Douro à vista, desde a pré-história aos nossos dias. Calcorreei os caminhos de Boassas, familiarizei-me com apelidos que fizeram história, passei por monumentos e casario de várias épocas, senti a religiosidade do povo, saboreei lendas e tradições que perduram, umas, e se foram, outras. Os usos e costumes foram-me contados com graça e até com ternura, adivinhei superstições e apreciei a gastronomia, marca indelével do ser e viver de gentes que preservam a identidade da sua região.
Figuras históricas e políticas, do passado e do presente, pessoas simples e populares, artesanato e arquitecturas, casas nobres e roteiros turísticos podem visitar-se, graças ao excelente trabalho de Manuel da Cerveira Pinto..."

O artigo pode ser lido na íntegra aqui.

Sexta-feira, Julho 03, 2009

Património desaparecido...


As palavras que nos faltavam para acompanhar esta imagem chegaram-nos de Montão, pela mão de Campelo de Sousa, que no comentário que nos fez chegar, diz assim:

"(...) Quantas histórias estarão por trás desta bela imagem !
Será que tudo quanto os nossos antepassados nos legaram estará condenado ao desaparecimento?
Será que as novas gerações apenas sabem destruir ?
Pois é ! É tão fácil destruir aquilo que outros construiram! (...)"

Quarta-feira, Junho 17, 2009

Feira do cânhamo 2009



É já este fim-de-semana (dias 19, 20 e 21), no Centro de Congressos do Porto - edifício da antiga Alfândega). Para mais informação "clicar" na imagem ou aqui...
Sobre esta magnífica planta e as suas inúmeras potencialidades já também aqui havíamos falado.

Terça-feira, Junho 09, 2009

Carta do Brasil...

Eu conheci Boassas quando tinha 6 anos de idade. Lá passei 6 meses. Meus tios queriam que eu ficasse no Porto, mas eu queria a liberdade da aldeia!!
Boassas foi um marco em minha vida...
...Eu uma menina que vivia no Brasil acostumada a brincar só e dentro de um apartamento, me senti tal qual um passarinho que ganhava a liberdade fora da gaiola.
Aprendi a correr pelas ruelas de Boassas (antes nunca havia experimentado essa sensação prazerosa). Aprendi a nadar na Bestança. Morria de medo de descer até a Bestança por um caminho íngreme que não me recordo o nome.Também tremia de medo da Mariana!!!!
Adorava ir ao Campo de Além buscar água, e lavar roupa na Bestança ...
...Fazia magustos com meu avô, pisei uvas no lagar da sua casa ...
...Adorava dançar nos leilões de domingo...
...Comecei a catequese na Capela da Senhora da Estrela com a Armandina...
...Pegava umas moedinhas de tostão e corria a comprar um copinho de tremoços...
...Brincava com as miúdas no casal e era chamada por elas de " A brasileirinha".Todos achavam engraçado o meu sotaque brasileiro e adoravam me ouvir falar, mas após 6 meses voltei ao Brasil e aqui todos queriam me ouvir falar pois tomei um sotaque Portugês !!!
...Tantas recordações que ficaria aqui a noite toda descrevendo-as.
Voltei a Boassas em 2002 com meus filhos...mas Boassas já não tinha a " vida de outrora", quase não haviam pessoas no Casal, a minha Aldeia me parecia tão triste, solitária e ainda mais que eu retornei no inverno chuvoso de Janeiro.
Fiquei tão feliz ao pesquisar Boassas na Internet e encontrar alguns bons resultados.
...Acho que o senhor vai se lembrar de mim... Sou neta de João Gregório e Conceição Amaral...Moro no Brasil... Sou filha de Alcino Gregório e Maria do Céu, mas fui criada por Olga Estrela do Amaral Gregório... O Senhor já nos deu o prazer de visitar-nos em minha casa aqui no Brasil com sua esposa e filho. Infelizmente minha mãe Olga não mais vive nem meu pai Esterio Vieira...
Tenho uma tia que ainda vive na Aldeia... Lucília...
Vou parar por aqui pois assim isso deixa de ser um comentário e vira um testamento!!!!!
Gostaria de saber como posso adquirir o livro Boassas?
Um fraterno abraço!

Odete da Conceição do Amaral Gregório

Sexta-feira, Junho 05, 2009

"Anima Mundi" no Dia Mundial do Ambiente


Anima Mundi (1991) é um pequeno documentário realizado por Godfrey Reggio, com música de Philip Glass. A beleza do mundo na poesia da música e das imagens.

Quarta-feira, Maio 27, 2009

"Corrupção absoluta"

"A característica mais marcante destes quatro negros anos de maioria absoluta do PS é o reforço, generalização e consolidação do fenómeno da corrupção. Na legislatura que ora termina, nem Governo nem Parlamento produziram qualquer medida eficaz contra a corrupção. Pelo contrário, tentaram legitimá-la e até incentivá-la."

O artigo integral de Paulo Morais no Jornal de Notícias de hoje é uma denúncia, violenta,da forma despudorada com que poder político e construção se relacionam. Algo para o que, desde há muito venho, insistentemente, alertando.


Artigo completo a ler no Jornal de Notícias de hoje (27-05-09)

Sexta-feira, Maio 15, 2009

Confirma-se o fim do 73/73...

Após 36 (!!!!????) anos de luta os arquitectos viram finalmente revogado o inominável decreto 73/73 e reconhecida a obrigatoriedade dos projectos de arquitectura serem feitos por arquitectos.
A arquitectura aos arquitectos! A César o que é de César!.
Mais informações aqui (Ordem dos Arquitectos).

Phillip Glass . "Opening"


Parece que hoje, após 36 anos, vai finalmente ser revogado o famigerado decreto-lei 73/73, que permite que em Portugal os projectos de arquitectura possam ser feitos por não arquitectos. É motivo para comemorar, embora com (muitas) reservas... De qualquer forma, (enquanto se aguardam mais pormenores) aqui fica um tema de um dos maiores compositores da actualidade.

Terça-feira, Maio 05, 2009

Redução das coimas ambientais volta a ser notícia no "Público"

Desta vez é manchete. O artigo de Ricardo Garcia no Público intitula-se
"Redução das coimas: por infracções ambientais pode chegar aos 84%"
Que interesses estarão por detrás disto?... Isto já não é um Governo... É uma anedota!

Segunda-feira, Maio 04, 2009

A "Casa António Osório" no "O Diário do Alarife"


O blogue "O Diário do Alarife" publica imagens sobre um dos poucos edifícios de arquitectura tradicional recuperados em Boassas - A Casa António Osório. Trata-se de uma obra publicada e que integrou também o rol de edifícios de valor patrimonial que levou à classificação da povoação como "Aldeia de Portugal"...

Sábado, Maio 02, 2009

Governo quer reduzir as multas ambientais

O saque continua e aumenta de intensidade!... Depois de vilependiarem a Reserva Ecológica; a Reserva Agrícola e de permitirem construções escudados em supostos PIN's (projectos de interesse nacional), pretende agora o governo diminuir o peso das multas sobre os crimes ambientais. "Uma vergonha"... refere o jornal Público.

Sexta-feira, Maio 01, 2009

Contra as alterações à RAN (Reserva Agrícola Nacional)

Já aqui havíamos falado sobre mais este atentado ao ambiente, à ecologia, aos recursos do país e ao futuro das gerações vindouras, mas foi ao ler o sempre presente BIOTERRA que tivemos conhecimento do artigo de Ana Fernandes no jornal "Público" e da petição que se encontra a circular em defesa da Reserva Agrícola Nacional e que, com a devida vénia e agradecimento, transcrevemos a seguir:

Em defesa da Reserva Agrícola Nacional (RAN)

Por Ana Fernandes in Público de 29-04-2009

«Portugal já não é rico em solos férteis, mas uma recente legislação veio retirar a garantia de que os que existem serão preservados. É esta a principal crítica (e preocupação) de um grupo de cidadãos que pôs a circular na Internet uma petição em defesa da Reserva Agrícola Nacional (RAN).No final do mês passado, foram aprovadas alterações ao regime da RAN que, segundo os subscritores, não melhoraram a lei anterior, antes a alteraram por completo. Por isso, apelam a que os deputados à Assembleia da República introduzam alterações que permitam que os solos sejam salvaguardados para a produção de alimentos.

A petição foi posta a circular na segunda-feira em reserva-agricola-nacional e já conta com cerca de 450 assinaturas, entre as quais a do arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, um dos ideólogos das reservas agrícolas e ecológicas nacionais.

Os subscritores da petição criticam algumas das alterações introduzidas, as quais, referem, foram escamoteadas ao escrutínio público durante a preparação do diploma. Permitir a incondicional florestação dos solos agrícolas, excluir da RAN áreas destinadas a habitação, actividades económicas, equipamentos e infra-estruturas (subalternizando a defesa dos poucos solos férteis do país a necessidades que podem ser colmatadas de outras formas) e as numerosas utilizações de áreas da RAN para outros fins são as principais questões apontadas.

Uma das principais críticas tem a ver com o facto de se prever que a delimitação da RAN tenha em atenção outros usos para o território. E argumentam que esses usos podem procurar localizações alternativas enquanto o solo agrícola tem uma localização única, cada vez mais rara no contexto nacional, e insubstituível.»

Petição aqui e aqui

"Campanha da EDP subverte realidade sobre barragens"

A QUERCUS chama a atenção para uma campanha publicitária multimilionária, produzida em larga escala e que utiliza a técnica do "greenwash" para vender a ideia de que a construção de barragens é benéfica para a bio-diversidade e para o meio-ambiente. Já nos tinha chamado a atenção o disparate. Trata-se indubitavelmente de tentar "vender gato por lebre". Uma empresa que apresenta lucros de milhões usa a estultícia com o maior despudor, tentando manipular a opinião pública, para que os (seus) interesses económicos não sejam prejudicados... Triste sinal dos tempos!...
(Para ler o artigo publicado no boletim informativo da QUERCUS, "clicar" na palavra sublinhada, ou aqui.)

Quarta-feira, Abril 29, 2009

"Fundamentalismo anti-ambiental"

(Mais) um excelente artigo de José Rui Fernandes no "Quinta do Sargaçal"... A ler!...
(Para aceder "clicar" na palavra sublinhada)

Terça-feira, Abril 28, 2009

Catálogo do II Encontro chega à Biblioteca Nacional de Portugal

O catálogo do II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas foi recenseado na Biblioteca Nacional de Portugal. Depois de Espanha, de Coimbra e do Município de Lisboa é agora chegada a vez da Biblioteca Nacional... e já não era sem tempo!...

Sexta-feira, Abril 24, 2009

Universidade Fernando Pessoa e Quercus organizam "Workshop"



Para mais informação "clicar" na imagem