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sábado, julho 18, 2009

O Cipreste da Casa do Outeiro no "Venerables Árboles"


O cipreste (Cupressus sempervirens L.) da Casa do Outeiro, classificado como árvore de Interesse Público a pedido da Associação Por Boassas é mencionado no fantástico blogue espanhol "VENERABLES ÁRBOLES". Trata-se da única árvore classificada do concelho de Cinfães e não deixa de ser curioso como o facto (que é relevante em Espanha) é em Cinfães pura e simplesmente ostracizado e ignorado. Note-se que (para além do meu livro "Boassas. Uma Aldeia Com História") este não é mencionado, uma vez que seja, em qualquer publicação, roteiro, guia turístico ou cultural...
De qualquer forma ele aí está e as suas características podem ser vistas na página da Autoridade Florestal Nacional, donde se destaca a seguinte nota: "Este exemplar localiza-se no jardim de uma casa senhorial de época pós barroca, datada de 1733. O cipreste era não só na região, a árvore que identificava as casas de carácter senhorial daquela época, como servia também de ponto de referência a grandes distãncias. Este cipreste foi retratado pelo notável artista plástico Lima Machado Pereira, numa tela a óleo a que deu o nome de "O cipreste dos Cerveiras". Fonte (Memória descritiva apresentada pela Associação por Boassas)".
A fotografia é da escultora Carla Capela.

sexta-feira, maio 11, 2007

O cipreste de Boassas

O cipreste da Casa do Outeiro, em Boassas, é a única árvore classificada de Boassas e de Cinfães, do qual já diversas vezes aqui temos falado. É já um dos motivos de visita dos turistas à aldeia e agora está mencionado na lista de Árvores de Interesse Público da Direcção Geral dos Recursos Florestais. (clicar para ver)

quinta-feira, março 01, 2007

Boas novas...


Recebemos recentemente (início do mês de Fevereiro) um ofício da Direcção-Geral dos Recursos Florestais sobre a possível classificação do maciço arbóreo da designada "Quinta do Paço". Há motivos para estarmos satisfeitos, pois na citada mensagem, a determinada altura, pode ler-se o seguinte:
"(...) o arvoredo está envolvido por uma certa beleza botânica e de importância ÍMPAR ao nível da paisagem e da biodiversidade dos diferentes ecossitemas onde está inserido (naturais e artificiais)... (...) aguarda-se por uma visita na Primavera para avaliar a presença de mais espécies de difícil identificação pela falta de folhas... (...)"
Aguardemos, pois, pela Primavera para averiguar que surpresas mais nos reserva ainda a fantástica "Quinta do Paço da Serrana". A classificação está em curso.
(O sublinhado é de nossa autoria)

quarta-feira, julho 19, 2006

A árvore como monumento II

A propósito da recente classificação como "Árvore de Interesse Público" do "Cipreste da Casa do Outeiro", em Boassas. (parte 2)


Por João Rocha Pinho*


"O QUE SÃO ÁRVORES DE INTERESSE PÚBLICO?

São árvores que pelo seu porte, estrutura, idade, raridade ou ainda por motivos históricos ou culturais se distinguem de outros exemplares. O Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas é o departamento do Estado responsável pela classificação, acto publicado no Diário da República.

QUE CONDICIONALISMOS E VANTAGENS ADVÊM DA CLASSIFICAÇÃO?

A classificação “de interesse público” atribui ao arvoredo um estatuto similar ao do património construído classificado. Fica sujeito a autorização da Direcção-Geral das Florestas qualquer arranjo, incluindo o corte ou a desrama, sendo garantida aos proprietários orientação técnica para as intervenções necessárias à manutenção das árvores.

QUE BENEFÍCIOS PARA A SOCIEDADE?

- A salvaguarda de exemplares úni-cos, que por vezes se encontram ameaçados;
- A constituição de um património excepcional do ponto de vista da protecção dos recursos genéticos;
- Uma mais-valia para o enriquecimento da região, nas vertentes ecológica, cultural e paisagística;
- A constituição de um recurso turístico de elevado potencial.

A conservação e engrandecimento deste património de valor inestimável, verdadeiros monumentos vivos de Portugal, só se conseguirão com o envolvimento e contribuição de toda a sociedade, que se deverá rever em exemplares vegetais que são um testemunho vivo do seu passado e que serão ainda contemplados pelas gerações vindouras.

BIBLIOGRAFIA
BORRÀS, B., PARÉS, E., 1997. Gegants del Món. Direcció General del Medi Natural, Barcelona, 20 pp.
DIRECÇÃO-GERAL DAS FLORESTAS, 2003. Listagem de Árvores e Maciços Arbóreos Classificados de Interesse Público. Dados apurados até 31 de Janeiro de 2003. DGF, Lisboa, documento policopiado.
GOES, E., 1984. Árvores Monumentais de Portugal. Portucel, Lisboa, 152 pp.
GRAÇA, F., 1996. Árvores Notáveis. Programa de Classificação de Árvores de Interesse Público. Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, desdobrável.
INSTITUTO FLORESTAL, 1995. Árvores Isoladas, Maciços e Alamedas de Interesse Público. IF, Lisboa.
PAKENHAM, T., 2002. Remarkable Trees of the World. W.W. Norton & Company, London, 192 pp.
PIMENTEL, C.A.S., 1894. Arvores Giganteas de Portugal. Breve noticia acerca de algumas arvores portuguesas muito notaveis pela sua grandeza. Edição do Autor, Lisboa, 26 pp.
VARELA, M.A., BARROS, M.C., 1998. Árvores de Interesse Público. Monumentos Vivos de Portugal. Revista Florestal XI (2) : 4-7."


João Rocha Pinho

*com a colaboração de CRISTINA SANTOS, ISABEL SARAIVA e ANTÓNIO CAMPOS ANDRADA.
(in página da Internet da Direcção de Serviços de Planeamento e Estatística da Direcção-Geral das Florestas)

terça-feira, julho 11, 2006

A árvore como monumento I

A propósito da recente classificação como "Árvore de Interesse Público" do "Cipreste da Casa do Outeiro", em Boassas.

«As árvores e maciços arbóreos classificados de interesse público constituem um património de elevadíssimo valor ecológico, paisagístico, cultural e histórico, em grande medida desconhecido da população portuguesa.

Quantos portugueses sabem que no seu país se encontra a árvore mais alta de toda a Europa? Quantos tavirenses conhecem a vetusta oliveira de Pedras d'El Rei, cuja idade
foi medida em mais de 2000 anos, sendo portanto anterior à era cristã? Imaginam os lisboetas que se cruzam diariamente com dezenas de árvores notáveis que testemunharam acontecimentos decisivos da História de Portugal?

No entanto, já desde o século XIX que silvicultores e naturalistas apelam à protecção de "arvores collossaes", que representariam o remanescente da antiga cobertura indígena e anteviam o prodigioso desenvolvimento de outras espécies exóticas recém introduzidas, cujo rápido crescimento certamente as levaria a suplantar em dimensão o arvoredo autóctone.

As primeiras medidas legais de protecção às árvores datam de 1914, mas só em 1938 a acção do Estado é grandemente ampliada, com a publicação do Decreto-Lei n.º 28 468, de 15 de Fevereiro de 1938. Diz este Decreto-Lei, característico da fase inicial do Estado Novo, que:

"...devem proteger-se todos os arranjos florestais e de jardins de interesse artístico ou histórico, e bem assim os exemplares isolados de espécies vegetais que pelo seu porte, idade ou raridade se recomendem a sua cuidadosa conservação.

Deste modo não só se afirma por eles respeito, como se organizam os meios de defesa desta parte do nosso património representado na paisagem, na arquitectura dos jardins e na majestade das velhas árvores.

Estas providências, apesar de impostas principalmente por motivos de ordem estética, vão contribuir para aumentar o património moral da Nação."

Desde essa altura foram classificadas pelos Serviços Florestais centenas de árvores e maciços arbóreos, de diversas espécies e por todo o país, totalizando actualmente 316 árvores isoladas e 48 maciços, bosquetes ou alamedas

João Rocha Pinho
(com a colaboração de Cristina Santos, Isabel Saraiva e António Campos Andrada)

quinta-feira, julho 06, 2006

O "Cipreste da Casa do Outeiro"

Tal como noticiamos anteriormente, foi classificado como árvore de Interesse Público o designado "Cipreste da Casa do Outeiro", em Boassas, tratando-se da primeira árvore a ser classificada no Vale do Bestança e no concelho de Cinfães. Na carta enviada pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais, podia ler-se o seguinte: "Comunica-se que, por Aviso desta Direcção-Geral, publicado no Diário da República n.º 107, II Série de 02/06/2006, que junto se envia, foi classificada como árvore de Interesse Público, um Cupressus sempervirens L., árvore vulgarmente conhecida por cipreste-comum, existente no local acima indicado, propriedade de Manuel da Cerveira Pinto Ferreira.
Nos termos da legislação em vigor, o arranjo, incluindo o corte e a desrama deste exemplar, fica sujeito a autorização prévia da Direcção-Geral dos Recursos Florestais e beneficia de uma área de protecção de 50 m de raio a contar da sua base.
Igualmente se envia sugestão de placa sinalizadora de árvore classificada, bem como ilustração do modo da sua colocação na árvore sem a danificar.
A Direcção-Geral dos Recusrsos Florestais agradece o empenhamento de V.ª Ex.ª na preservação deste exemplar."
O citado Diário da República, menciona o seguinte: "Aviso n.º 6344/2006 (2.ª série). - (...) é classificada como árvore de Interesse Público um Cupressus sempervirens L., árvore vulgarmente conhecida como cipreste-comum, existente no jardim da Casa do Outeiro, povoação de Boassas, freguesia de Oliveira do Douro, concelho de Cinfães, cuja localização se indica em excerto de mapa extraído da carta militar do Serviço Cartográfico do exército. Este exemplar pertence a Manuel da Cerveira Pinto Ferreira. (...)
3 de Maio de 2006. A Directora de Serviços, Zita Costa."

terça-feira, junho 20, 2006

Classificado!...



Foi finalmente classificada a 1.ª árvore de Boassas e provavelmente, de todo o concelho de Cinfães. Já então aqui havíamos falado deste magnífico exemplar, aquando do seu pedido de classificação (em Abril de 2005). Trata-se do imponente "Cipreste da Casa do Outeiro", árvore multissecular de grande porte e beleza. A Associação Por Boassas está de parabéns, assim como a própria povoação e seus habitantes, que vêm desta forma ser valorizado o seu património natural e ambiental, acresce assim também mais um motivo para se visitar Boassas. Esperemos que seja este o primeiro de muitos exemplares a ser classificado.

(Fotografia da autoria de Carla Capela . copyright . 2006)

quarta-feira, junho 08, 2005

Classificação de árvores

Com a ajuda do omnipresente "Dias com árvores" e de Manuela Ramos (a quem muito agradecemos) fizemos seguir hoje a primeira tentativa de classificação de uma árvore na região de Boassas. Trata-se do magnífico e já mencionado "Cipreste da Casa do Outeiro". É uma espécie de experiência que, se for bem sucedida, dará origem a muitos outros pedidos de classificação, pois a região é rica em árvores muito belas e notáveis. Esperemos, pois, que a proposta seja aceite dentro em breve.

sexta-feira, abril 22, 2005

Cipreste da Casa do Outeiro...


O património de Boassas não é apenas construído. Há um magnífico conjunto de riquezas naturais que merece ser valorizado e preservado. Desde o rio Bestança, à floresta da Quinta do Paço da Serrana, às tradições ainda em uso e às próprias árvores, algumas delas notáveis como este multissecular cipreste da "Casa do Outeiro".

[Photo . Manuel da Cerveira Pinto (all wrights reserved)]