terça-feira, dezembro 19, 2006

O estado da nação... e o (mau) ambiente.

"O A-Sul transcreve excertos de um artigo de Miguel Sousa Tavares publicado no Expresso desta semana. Pela pertinência, tomamos a liberdade de o (re)partilhar:
«(…) a co-incineração na Arrábida - que é Parque Natural para efeitos de proibir uma casa de aumentar 20m2, mas já não é Parque Natural para consentir uma pedreira a céu aberto que cresce todos os dias, uma cimenteira e uma central de incineração de resíduos tóxicos - e
o homem sempre calado; avança, no Alqueva, no Algarve e na Costa Alentejana, todos os megalómanos projectos imobiliários em zonas de Reserva Nacional (RAN ou REN), e ao abrigo da oportuna excepção dos PIN (Projectos de Interesse Nacional), que têm o dom de transformar especuladores imobiliários em patriotas, e ele ainda e sempre calado; prepara-se a aprovação da barragem do rio Sabor, com efeitos ambientais devastadores, e ele mudo; suprime-se, retroactivamente, os subsídios aos agricultores que aderiram às medidas agro-ambientais aprovadas por Bruxelas, e ele não acha que deva, ao menos, ser consultado; o país arde ou não arde, e ele não aquece nem arrefece. Não se podia poupar esta despesa? (…)»
Há 40 anos, Raul Solnado tinha uma rábula radiofónica em que repetia, para gáudio dos ouvintes, “poderia chamá-lo?” Passados 40 anos e parafraseando o famoso artista, não seria possível dizer “Poderia reciclá-lo?”
(Transcrito do "Ondas", com a devida vénia e agradecimento).

2 comentários:

Ponto Verde disse...

Votos de Boas Festas, activas e intervenientes. Cumprimentos e Obrigado.

APOBO disse...

Caríssimo "Ponto Verde"
Nós é que agradecemos a visita, o comentário e a acuidade sempre oportuna do A-Sul. Retribuímos os simpaticos votos de Boas Festas e já agora um óptimo ano novo. Cumprimentos e até breve.
A direcção da APOBO
Manuel da Cerveira Pinto