Tudo (e mais alguma coisa) sobre Boassas . Aldeia de Portugal... "A viagem tempera o carácter" (Provérbio árabe)
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Breves...
Curso de Olivicultura Biológica, já nos próximos dias 12 e 13. Mais informações no site da AGROBIO
O blogue "Os ambientalistas" publica uma lista das "Agressões Ambientais", apoiadas pelo governo, para 2007
As verdadeira vítimas da moda! A associação "Animal" publica vídeos de animais maltratados, em âmbito de reportagem efectuada secretamente em quintas de produção de animais para a industria de peles e alimentação. A imbecilidade não tem limites! (Não aconselhável a pessoas sensíveis e crianças.)
Quando formos grandes queremos ser assim!...
Após o movimento "Greenpeace" haver entregue uma petição com mais de um milhão de assinaturas, União Europeia admite alterar legislação sobre rotulagem de transgénicos...
O blogue "Os ambientalistas" publica uma lista das "Agressões Ambientais", apoiadas pelo governo, para 2007
As verdadeira vítimas da moda! A associação "Animal" publica vídeos de animais maltratados, em âmbito de reportagem efectuada secretamente em quintas de produção de animais para a industria de peles e alimentação. A imbecilidade não tem limites! (Não aconselhável a pessoas sensíveis e crianças.)
Quando formos grandes queremos ser assim!...
Após o movimento "Greenpeace" haver entregue uma petição com mais de um milhão de assinaturas, União Europeia admite alterar legislação sobre rotulagem de transgénicos...
In "Ecosfera/Público"
... e a Bayer diz que a contaminação genética é "uma acção de Deus"!!! (Não tarda nada vão querer "excomungar" quem consuma produtos biológicos). Inominável...
In "Greenpeace"... e a Bayer diz que a contaminação genética é "uma acção de Deus"!!! (Não tarda nada vão querer "excomungar" quem consuma produtos biológicos). Inominável...
O que se passa no México? "Es probable que nada pase". A ver de 13 a 17 de Fevereiro na Rua do Almada 555
In Blog Mr. Ruim
A propósito de "liberdade de expressão"...
Surpreendentemente, ou talvez não, notícias recentes voltaram a trazer "à baila" a questão da tão proclamada "liberdade de expressão", que tão arreigadamente têm defendido os jornalistas. No caso trata-se da opinião de dois juízes portugueses. Numa situação, por um deles se ter pronunciado publicamente sobre um recente "caso" célebre e mediático, o Conselho Superior de Magistratura instaurou-lhe um processo disciplinar, na outra situação, tal sucedeu por o mesmo ter usado num "blogue" "linguagem imprópria" (!!!????)... Pelos vistos a "liberdade de expressão" tem limites - e que limites!... Recordamos que é punível por lei "ofender" os símbolos pátrios (por exemplo não se podem deixar as bandeiras nacionais a "apodrecer" nas janelas, como vemos em tantas casas portuguesas) e lembramo-nos dos problemas que teve o actor João Grosso por um dia ter pisado, numa actuação teatral, a bandeira nacional. É proibido ser anti-semita, ou ostentar ideologia nazi e, não tarda nada, negar o Holocausto e as aparições de Fátima, por exemplo... Pelo mesmo caminho e devido à sua linguagem "obscena", irão os livros de Sade, de Henry Miller, Masoch e até o "Capuchinho Vermelho". Em Inglaterra é proibido representar qualquer membro da família real despojado de vestuário, ou seja, nú!!!... Enfim, pelo menos ainda temos a liberdade de publicar, por exemplo, um "cartoon" do profeta Mohammed (ou Maomé) a ser violado por um cão, enquanto está a rezar virado para Meca... Não há que ceder ao "fundamentalismo", pois então. Felizmente que os jornalistas da praça estão bem atentos a estas questões, senão o que seria da "nossa" liberdade de expressão?...
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Classificação da Quinta do Paço da Serrana

Em mais uma iniciativa inédita a nível concelhio, e mesmo distrital, a Associação Por Boassas formalizou recentemente (Julho de 2006) junto da Direcção Geral dos Recursos Florestais o pedido de classificação como Património de Interesse Público do maciço arbóreo constituído pela floresta da "Quinta do Paço da Serrana". Recentemente o local foi visitado pelos técnicos dessa instituição, tendo causado profunda impressão e alguma pena por "aquele espaço se estar a perder"... Pois, precisamente por isso e pelos vários alertas que já aqui havíamos lançado (1, 2, 3, 4, 5... clicar para visualizar) pedimos a sua classificação. Será uma forma de incentivar a sua protecção, de valorizar todo o espaço e envolvente, de fomentar o turismo e a cultura na região. Aguarda-se a todo o momento o resultado...
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Hoje é dia de "apagão"!!!!...
Contra o desperdício de energia, hoje, dia 1 de Fevereiro, 5ª feira, das 19h55 às 20h00 todas as pessoas são convidadas a desligar qualquer aparelho que consuma energia. O apelo é por uma boa causa, e até a própria Torre Eiffel vai estar apagada durante estes 5 minutos...
(Claro que as vozes do costume já se vieram pronunciar sobre os "perigos" de um eventual apagão... aqui, via "Ondas")
(Claro que as vozes do costume já se vieram pronunciar sobre os "perigos" de um eventual apagão... aqui, via "Ondas")
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Boassas na página das "Aldeias de Portugal"

Transcrevemos a descrição de Boassas na página oficial das "Aldeias de Portugal", onde é de notar a referência ao seu notável património, tradições e aos já célebres "Encontros Internacionais de Ceramistas". Para visitar a página, basta "clicar" na frase sublinhada. O referido texto diz assim:
"A aldeia de Boassas encanta com o património edificado de grande valor arquitectónico, cultural e histórico que apresenta, aliado à paisagem sobre o imponente rio Douro, a albufeira da Pala e ainda o Vale do Bestança em que se encontra. O núcleo mais antigo do lugar, a Arribada, revela um acentuado ar mediterânico e conta-nos a história da presença árabe/ islâmica em terras durienses. À medida que se percorre as ruas estreitas e os típicos pátios ornamentados de vasos coloridos com flores, descortina-se um passado sublime, expresso na arquitectura das casas e nas tradições e mitos de Boassas. É ainda possível conversar com os seus habitantes, presentes frequentemente à soleira da porta, observar o latoeiro na celebração do seu ofício, petiscar num dos três cafés/ mercearias existentes na aldeia.
Como importante contributo para as potencialidades turísticas que apresenta, fruto do património singular que ostenta, a arte “cerâmica” tem sido um factor dinamizador do local, conferindo-lhe um cariz internacional, nomeadamente através do I Encontro Internacional de Ceramistas que o lugar conheceu em 2004 e cuja Associação por Boassas, promoverá a continuidade."
Sentimo-nos honrados e lisonjeados, pelo que agradecemos à Associação de Turismo de Aldeia esta "benesse", sobretudo nas pessoas do Sr. Professor Mota Alves e da Sra. Eng.ª Teresa Pouzada. Muito obrigado! Esperamos saber ser dignos de tal distinção.
"A aldeia de Boassas encanta com o património edificado de grande valor arquitectónico, cultural e histórico que apresenta, aliado à paisagem sobre o imponente rio Douro, a albufeira da Pala e ainda o Vale do Bestança em que se encontra. O núcleo mais antigo do lugar, a Arribada, revela um acentuado ar mediterânico e conta-nos a história da presença árabe/ islâmica em terras durienses. À medida que se percorre as ruas estreitas e os típicos pátios ornamentados de vasos coloridos com flores, descortina-se um passado sublime, expresso na arquitectura das casas e nas tradições e mitos de Boassas. É ainda possível conversar com os seus habitantes, presentes frequentemente à soleira da porta, observar o latoeiro na celebração do seu ofício, petiscar num dos três cafés/ mercearias existentes na aldeia.
Como importante contributo para as potencialidades turísticas que apresenta, fruto do património singular que ostenta, a arte “cerâmica” tem sido um factor dinamizador do local, conferindo-lhe um cariz internacional, nomeadamente através do I Encontro Internacional de Ceramistas que o lugar conheceu em 2004 e cuja Associação por Boassas, promoverá a continuidade."
Sentimo-nos honrados e lisonjeados, pelo que agradecemos à Associação de Turismo de Aldeia esta "benesse", sobretudo nas pessoas do Sr. Professor Mota Alves e da Sra. Eng.ª Teresa Pouzada. Muito obrigado! Esperamos saber ser dignos de tal distinção.
sexta-feira, janeiro 26, 2007
Novas... do Douro
O Douro vai pertencer a uma nova Região de Turismo...
In Jornal de Notícias de 21-01-2007
Entretanto um "resort" de luxo obteve "luz verde"...
(hmmm... se se mantiver o projecto divulgado há algum tempo atrás desconfio que começou a "algarvização" do Douro)
In Jornal de notícias de 21-01-2007
Entretanto o arquitecto António Leitão Barbosa venceu o 1.º prémio de arquitectura do Douro
Só não entendo porque é que o prémio se cinge exclusivamente ao Alto-Douro vinhateiro.
In Jornal de Notícias de 21-01-2007
É lançada hoje a primeira pedra do Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa
In "O Primeiro de Janeiro de 26-01-2007
In Jornal de Notícias de 21-01-2007
Entretanto um "resort" de luxo obteve "luz verde"...
(hmmm... se se mantiver o projecto divulgado há algum tempo atrás desconfio que começou a "algarvização" do Douro)
In Jornal de notícias de 21-01-2007
Entretanto o arquitecto António Leitão Barbosa venceu o 1.º prémio de arquitectura do Douro
Só não entendo porque é que o prémio se cinge exclusivamente ao Alto-Douro vinhateiro.
In Jornal de Notícias de 21-01-2007
É lançada hoje a primeira pedra do Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa
In "O Primeiro de Janeiro de 26-01-2007
quarta-feira, janeiro 24, 2007
Lúcia Vaz Pedro em entrevista ao JN
A escritora de ascendência boassense Lúcia Vaz Pedro, de quem já aqui falámos, concedeu em 17 de Dezembro último uma entrevista ao Jornal de Notícias, cujo título é: "Escrevo para atingir a totalidade" (clicar, para ler na íntegra). No próximo dia 30 os seus dois últimos livros vão ser apresentados na FNAC de Santa Catarina, às 21.30 h.
domingo, janeiro 21, 2007
"Quinta da Ventuzela"

A "Quinta da Ventuzela", renovou o aspecto da sua página de divulgação na "Internet". Situada junto ao lugar de Casal, na freguesia de Cinfães este é, seguramente, um dos espaços de eleição do turismo rural existente em Cinfães. Esta casa apoiou os "Encontros Internacionais de Ceramistas em Boassas" nas suas duas edições. Para aceder à página basta "clicar" na imagem.
Breves... do ambiente
Estudo recente demonstra que possibilidade de garantir a segurança dos resíduos nucleares não é mais do que uma miragem... Nuclear?... Não, obrigado!...
A ler na página da "Quercus"
Também um relatório recente sobre agricultura transgénica revela "dez anos de falhanços e rejeição sucessiva".
A ler na página da "Quercus"
Urso polar ameaçado devido ao desaparecimento do seu habitat (em inglês)
A ler na página do "Greenpeace"
"50 espaços verdes em perigo - 50 espaços verdes a preservar"
Campanha da "Associação Campo Aberto", via "Quinta do Sargaçal"
Uma página (fundamental) apenas sobre como reutilizar e como reciclar (em inglês)
Via "Quinta do Sargaçal"
"A ignomínia", ou a forma como em Portugal se "tratam" as nossas árvores... horripilante!
A ler no "A sombra verde"
A ler na página da "Quercus"
Também um relatório recente sobre agricultura transgénica revela "dez anos de falhanços e rejeição sucessiva".
A ler na página da "Quercus"
Urso polar ameaçado devido ao desaparecimento do seu habitat (em inglês)
A ler na página do "Greenpeace"
"50 espaços verdes em perigo - 50 espaços verdes a preservar"
Campanha da "Associação Campo Aberto", via "Quinta do Sargaçal"
Uma página (fundamental) apenas sobre como reutilizar e como reciclar (em inglês)
Via "Quinta do Sargaçal"
"A ignomínia", ou a forma como em Portugal se "tratam" as nossas árvores... horripilante!
A ler no "A sombra verde"
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Tempo de balanço
Fez no passado dia 23 de Dezembro um ano que instalamos este contador no nosso humilde "Boassas". Como a entrada no novo ano é, tradicionalmente, tempo de balanço, aqui fica o registo da frequência dos visitantes neste blogue, numa altura em que estamos prestes a atingir as 12.000 páginas consultadas e 7.079 visitas. Assim, estamos durante esta semana com os seguintes valores, em média:
- Páginas vistas diariamente - 33
- Número diário de visitantes - 21
- Número diário de novos visitantes - 17
- Número diário de visitantes que voltam - 4
A todos os nossos leitores, muito obrigado e bem hajam...
- Páginas vistas diariamente - 33
- Número diário de visitantes - 21
- Número diário de novos visitantes - 17
- Número diário de visitantes que voltam - 4
A todos os nossos leitores, muito obrigado e bem hajam...
segunda-feira, janeiro 15, 2007
quarta-feira, janeiro 10, 2007
O Douro (mais uma vez) e o "anedotário" nacional...
É mais uma "pérola" resultante da prodigiosa iluminação com que estão dotados os nossos queridos governantes lá da longínqua capital... Que fizémos nós para merecer isto?...
Chama-se o "Douro e a desertificação" e é um brilhante artigo do arquitecto Manuel Correia Fernandes. A ler no Jornal de Notícias.
Chama-se o "Douro e a desertificação" e é um brilhante artigo do arquitecto Manuel Correia Fernandes. A ler no Jornal de Notícias.
domingo, janeiro 07, 2007
Em Boassas cantam-se os reis...

Este fim-de-semana foi tempo de em Boassas ouvir-se "cantar os reis". E que bem se cantava... E quão gratificante é ver que há ainda quem teime em manter vivas ancestrais tradições. Alguma alegria para apaziguar a dor de alma que é saber que o esvaziamento da aldeia não pára e que mais uma família se encontra de "malas aviadas" para deixar Boassas, a troco de longínquas quimeras em incaracterísticos e anónimos subúrbios de frias cidades...
Lembramos esses reis - que eram do Oriente - com uma "adoração dos magos", em porcelana, da autoria de Armando Correia, para desejar um bom ano, com muita paz e felicidade...
quinta-feira, dezembro 28, 2006
Nova exposição do "II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas"
Já tem data marcada a nova exposição dos trabalhos concretizados aquando da realização do "II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas". Assim, salvo algum imprevisto, está agendada para dia 25 de Julho de 2007, no Museu Nacional de Cerâmica González Martí, em Valência (Espanha), a inauguração da 3.ª exposição que, desta forma, sucede às exposições de Cinfães e Avilés. Recordamos que já em 2004 tinha sido realizada uma exposição neste mesmo museu e que após um mês a mesma tinha tido já mais de 25.000 visitantes, tendo o museu pedido o prolongamento da mesma... Neste momento e até ao próximo dia 7 de Fevereiro decorre neste museu uma importante mostra designada "A cerâmica espanhola e a sua integração na arte", na qual participam alguns autores que já estiveram em Boassas, nomeadamente: Arcadio Blasco; Rafael Pérez; Jesús Castañón; Myriam Jiménez; Juan Ortí e Xavier Montsalvatje..
terça-feira, dezembro 19, 2006
O estado da nação... e o (mau) ambiente.
"O A-Sul transcreve excertos de um artigo de Miguel Sousa Tavares publicado no Expresso desta semana. Pela pertinência, tomamos a liberdade de o (re)partilhar:
«(…) a co-incineração na Arrábida - que é Parque Natural para efeitos de proibir uma casa de aumentar 20m2, mas já não é Parque Natural para consentir uma pedreira a céu aberto que cresce todos os dias, uma cimenteira e uma central de incineração de resíduos tóxicos - e o homem sempre calado; avança, no Alqueva, no Algarve e na Costa Alentejana, todos os megalómanos projectos imobiliários em zonas de Reserva Nacional (RAN ou REN), e ao abrigo da oportuna excepção dos PIN (Projectos de Interesse Nacional), que têm o dom de transformar especuladores imobiliários em patriotas, e ele ainda e sempre calado; prepara-se a aprovação da barragem do rio Sabor, com efeitos ambientais devastadores, e ele mudo; suprime-se, retroactivamente, os subsídios aos agricultores que aderiram às medidas agro-ambientais aprovadas por Bruxelas, e ele não acha que deva, ao menos, ser consultado; o país arde ou não arde, e ele não aquece nem arrefece. Não se podia poupar esta despesa? (…)»
Há 40 anos, Raul Solnado tinha uma rábula radiofónica em que repetia, para gáudio dos ouvintes, “poderia chamá-lo?” Passados 40 anos e parafraseando o famoso artista, não seria possível dizer “Poderia reciclá-lo?”
(Transcrito do "Ondas", com a devida vénia e agradecimento).
«(…) a co-incineração na Arrábida - que é Parque Natural para efeitos de proibir uma casa de aumentar 20m2, mas já não é Parque Natural para consentir uma pedreira a céu aberto que cresce todos os dias, uma cimenteira e uma central de incineração de resíduos tóxicos - e o homem sempre calado; avança, no Alqueva, no Algarve e na Costa Alentejana, todos os megalómanos projectos imobiliários em zonas de Reserva Nacional (RAN ou REN), e ao abrigo da oportuna excepção dos PIN (Projectos de Interesse Nacional), que têm o dom de transformar especuladores imobiliários em patriotas, e ele ainda e sempre calado; prepara-se a aprovação da barragem do rio Sabor, com efeitos ambientais devastadores, e ele mudo; suprime-se, retroactivamente, os subsídios aos agricultores que aderiram às medidas agro-ambientais aprovadas por Bruxelas, e ele não acha que deva, ao menos, ser consultado; o país arde ou não arde, e ele não aquece nem arrefece. Não se podia poupar esta despesa? (…)»
Há 40 anos, Raul Solnado tinha uma rábula radiofónica em que repetia, para gáudio dos ouvintes, “poderia chamá-lo?” Passados 40 anos e parafraseando o famoso artista, não seria possível dizer “Poderia reciclá-lo?”
(Transcrito do "Ondas", com a devida vénia e agradecimento).
segunda-feira, dezembro 18, 2006
Fernando Lopes-Graça (1906-1994)

Uma singela homenagem ao maior compositor português do Século XX e um agradecimento pelo legado da sua obra, tão injustamente esquecida. Recordo o dia em que assisti ao concerto de homenagem dos seus 80 anos, no Auditório Nacional de Carlos Alberto, no Porto e que contou com a sua presença. A assitência preenchia pouco mais do que metade dos lugares (se tanto) . Que trágico destino para um músico, nascer numa pátria de "gente surda e envilecida"...
Para aceder ao endereço sobre a vida e obra do compositor, e até ouvir a sua música, basta "clicar" na imagem ou digitar: http://www.lopes-graca.com. A fotografia do autor é pertença do "Museu da Música Portuguesa".
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Glosa de Natal...
Para além de ser absolutamente imprescindível pensar (ou repensar) a época natalícia e os impactos que ela tem neste nosso mundo cada vez mais vilependiado, talvez também não seja mau recordar que afinal o personagem cujo nascimento se venera era palestiniano, descendente de judeus... e pobre. Não me consigo, assim, impedir de republicar o maravilhoso texto de Marguerite Yourcenar e que havia já sido aqui publicado há cerca de um ano, intitulado:
Glosa de Natal
“A estação dos Natais comercializados chegou. Para quase toda a gente - fora os miseráveis, o que faz muitas excepções - é uma paragem quente e clara no Inverno cinzento. Para a maioria dos celebrantes de hoje, a grande festa cristã fica limitada a dois grandes ritos: comprar, de maneira mais ou menos compulsiva, objectos úteis ou não, e empanturrar-se a si e às pessoas da sua intimidade, numa mistura indestrinçável de sentimentos em que entram igualmente a vontade de dar prazer, a ostentação e a necessidade de se divertir. E não esqueçamos os pinheiros, símbolos antiquíssimos que são da perenidade do mundo vegetal, sempre verdes, trazidos da floresta para acabarem morrendo ao calor dos fogões, e os teleféricos despejando esquiadores na neve inviolada.
Embora não sendo nem católica (excepto de nascimento e de tradição), nem protestante (excepto por algumas leituras e influências de alguns exemplos), nem mesmo cristã no sentido pleno do termo, nem por isso me sinto menos levada a celebrar esta festa tão rica de significados e seu cortejo de festas menores, o São Nicolau e a Santa Lúcia do Norte, a Candelária e os Reis. Mas limitemo-nos ao Natal, esta festa que é de nós todos. Trata-se de um nascimento, de um nascimento como todos deveriam ser, o de uma criança esperada com amor e respeito, trazendo em si a esperança do mundo. Trata-se dos pobres: uma velha balada francesa canta Maria e José procurando timidamente em Belém uma hospedaria para as suas posses, sempre desprezados em favor de clientes mais ricos e reluzentes e por fim insultados por um patrão que «detesta a pobralhada». É a festa dos homens de boa vontade, como dizia uma admirável fórmula que infelizmente já nem sempre se encontra nas versões modernas dos Evangelhos, desde a serva surda-muda dos cantos da Idade Média que ajudou Maria no parto até ao José aquecendo as fraldas do recém-nascido diante de um pequeno fogo, aos pastores cobertos de sebo mas julgados dignos da visita dos anjos. É a festa de uma raça tantas vezes desprezada e perseguida, porque é judeu o recém-nascido do grande mito cristão (falo de mito com respeito, e emprego a palavra no sentido dos etnólogos modernos, significando as grandes verdades que nos ultrapassam e de que precisamos para viver).
É a festa dos animais que participam no mistério sagrado desta noite, maravilhoso símbolo de que São Francisco e alguns outros santos sentiram a importância, mas que os cristãos comuns desprezam, não procurando neles inspiração. É a festa da comunidade humana, porque é, ou será dentro de dias, a dos três Reis cuja lenda quis que um fosse preto, alegoria viva de todas as raças da Terra levando ao menino a variedade dos seus dons. É a festa da alegria, mas também da dor, pois que a criança adorada será amanhã o Homem das Dores. É enfim a festa da própria Terra, que nos ícones da Europa de Leste vemos tantas vezes prosternada à entrada da gruta onde o Menino nasceu, a mesma Terra que na sua marcha atravessa neste momento o ponto do solstício de Inverno e nos arrasta a todos para a Primavera. Por esta razão, antes que a Igreja tivesse fixado o nascimento de cristo nesta data, ela era já, nos tempos antigos, a festa do Sol.
Parece que não é mau lembrar estas coisas que toda a gente sabe e que tantos esquecem.”
Marguerite Yourcenar em: “ O tempo esse grande escultor” - 1976
Glosa de Natal
“A estação dos Natais comercializados chegou. Para quase toda a gente - fora os miseráveis, o que faz muitas excepções - é uma paragem quente e clara no Inverno cinzento. Para a maioria dos celebrantes de hoje, a grande festa cristã fica limitada a dois grandes ritos: comprar, de maneira mais ou menos compulsiva, objectos úteis ou não, e empanturrar-se a si e às pessoas da sua intimidade, numa mistura indestrinçável de sentimentos em que entram igualmente a vontade de dar prazer, a ostentação e a necessidade de se divertir. E não esqueçamos os pinheiros, símbolos antiquíssimos que são da perenidade do mundo vegetal, sempre verdes, trazidos da floresta para acabarem morrendo ao calor dos fogões, e os teleféricos despejando esquiadores na neve inviolada.
Embora não sendo nem católica (excepto de nascimento e de tradição), nem protestante (excepto por algumas leituras e influências de alguns exemplos), nem mesmo cristã no sentido pleno do termo, nem por isso me sinto menos levada a celebrar esta festa tão rica de significados e seu cortejo de festas menores, o São Nicolau e a Santa Lúcia do Norte, a Candelária e os Reis. Mas limitemo-nos ao Natal, esta festa que é de nós todos. Trata-se de um nascimento, de um nascimento como todos deveriam ser, o de uma criança esperada com amor e respeito, trazendo em si a esperança do mundo. Trata-se dos pobres: uma velha balada francesa canta Maria e José procurando timidamente em Belém uma hospedaria para as suas posses, sempre desprezados em favor de clientes mais ricos e reluzentes e por fim insultados por um patrão que «detesta a pobralhada». É a festa dos homens de boa vontade, como dizia uma admirável fórmula que infelizmente já nem sempre se encontra nas versões modernas dos Evangelhos, desde a serva surda-muda dos cantos da Idade Média que ajudou Maria no parto até ao José aquecendo as fraldas do recém-nascido diante de um pequeno fogo, aos pastores cobertos de sebo mas julgados dignos da visita dos anjos. É a festa de uma raça tantas vezes desprezada e perseguida, porque é judeu o recém-nascido do grande mito cristão (falo de mito com respeito, e emprego a palavra no sentido dos etnólogos modernos, significando as grandes verdades que nos ultrapassam e de que precisamos para viver).
É a festa dos animais que participam no mistério sagrado desta noite, maravilhoso símbolo de que São Francisco e alguns outros santos sentiram a importância, mas que os cristãos comuns desprezam, não procurando neles inspiração. É a festa da comunidade humana, porque é, ou será dentro de dias, a dos três Reis cuja lenda quis que um fosse preto, alegoria viva de todas as raças da Terra levando ao menino a variedade dos seus dons. É a festa da alegria, mas também da dor, pois que a criança adorada será amanhã o Homem das Dores. É enfim a festa da própria Terra, que nos ícones da Europa de Leste vemos tantas vezes prosternada à entrada da gruta onde o Menino nasceu, a mesma Terra que na sua marcha atravessa neste momento o ponto do solstício de Inverno e nos arrasta a todos para a Primavera. Por esta razão, antes que a Igreja tivesse fixado o nascimento de cristo nesta data, ela era já, nos tempos antigos, a festa do Sol.
Parece que não é mau lembrar estas coisas que toda a gente sabe e que tantos esquecem.”
Marguerite Yourcenar em: “ O tempo esse grande escultor” - 1976
terça-feira, dezembro 12, 2006
A Ibn Khaldun (1332-1406)

«No meio dos compiladores e enciclopedistas, que abundavam na sua época, surgiu um génio, "astro solitário dos séculos obscuros sem poesia", Ibn Khaldun (1332-1406). Nascido em Tunes, numa família de árabes andaluzes, formado na mesquita Zituna, ocupou altas funções governativas em Granada, Tlemecen, Bugia, Fez...(...) historiador, geógrafo, e economista, é considerado o fundador da sociologia e o pai da crítica histórica. Fica-se a saber que "o verdadeiro objecto da história é instruir acerca do estado social do homem, ou seja, da civilização" (...). O seu pensamento, visivelmente adiantado em relação ao seu tempo, esbarrou com a incompreensão geral, e será necessário esperar até ao século XIX para o vermos reconhecido pelos europeus e revelado aos árabes pelos orientalistas.»
(In, Burlot, J. - A Civilização Islâmica, Europa-América, 1992)
quarta-feira, dezembro 06, 2006
Auto de Natal
Em mais uma iniciativa inédita, a Associação Por Boassas encontra-se a organizar um "Auto de Natal", que irá ser representado no próximo dia 17 de Dezembro, pelas 15.00 horas, na Escola Básica de Boassas. O convite aqui fica para todos os que queiram assistir e participar...
(A ilustração é um excerto do quadro "O nascimento de Jesus" retratado numa tela de 1535-40, pintada pelo artista florentino Agnolo Bronzino)
(A ilustração é um excerto do quadro "O nascimento de Jesus" retratado numa tela de 1535-40, pintada pelo artista florentino Agnolo Bronzino)
terça-feira, dezembro 05, 2006
Assembleia Geral Ordinária - Convocatória
Está a ser enviada aos sócios da APOBO a convocatória para a Assembleia Geral ordinária do corrente ano, a realizar no próximo dia 16 (sábado), pelas 16.00 h, na sede provisória da Associação Por Boassas, sita na Casa do Cerrado, em Boassas, com a seguinte ordem de trabalhos:
1. Discussão, votação e aprovação do Orçamento para o próximo ano.
2. Discussão, votação e aprovação do Plano de Actividades para o próximo ano de 2007.
3. Ponto da situação e informações eventuais sobre as actividades recentes da associação. Agradecemos, desde já, a comparência de todos os associados.
1. Discussão, votação e aprovação do Orçamento para o próximo ano.
2. Discussão, votação e aprovação do Plano de Actividades para o próximo ano de 2007.
3. Ponto da situação e informações eventuais sobre as actividades recentes da associação. Agradecemos, desde já, a comparência de todos os associados.
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Exposição de fotografia

No próximo dia 16 de Dezembro, pelas 15.00h, terá lugar em Boassas, no café do Sr. Fernando (junto ao Largo da Capela), a inauguração da exposição dos trabalhos apresentados no "I Concurso Internacional de Fotografia de Boassas", alusivo ao tema "Boassas - Aldeia de Portugal". Na mesma altura serão atribuídos os prémios aos respectivos vencedores.
O Eco-Natal do "Bioterra"
Do nosso amigo João Soares, autor do excelente blogue "Bioterra", recebemos a seguinte mensagem. Nós já aderimos. Obrigado caro João e bom eco-Natal!...
"Olá, amigos
Estamos próximos de uma estação do ano em que tradições se conjugam entre características positivas e muito negativas. O Natal é um dos principais momentos críticos e de ano para ano insustentáveis... com pegadas ecológicas tremendamente assustadoras!!!...Portanto uma óptima oportunidade de repensar as nossas vidas e estimular a formação ambiental de todos. Eu já optei: sou a favor do EcoNatal.
Seguem-se textos meus e links e por favor dê o seu contributo.... quanto mais não seja para despertar consciências... colando os cartazes do site BNC nos escritórios, nas associações cívicas locais.....,divulgando este mail, abordando e promovendo o conceito de EcoNatal nos sites, jornais escolares e/ ou blogues...
Obrigado e um bom EcoNatal"
Bioterra post em 2004
BioTerra post em 2005
2 links
www.buynothingchristmas.org (international)
http://gaia.org.pt/econatal/ (portuguese NGO Gaia)
"Olá, amigos
Estamos próximos de uma estação do ano em que tradições se conjugam entre características positivas e muito negativas. O Natal é um dos principais momentos críticos e de ano para ano insustentáveis... com pegadas ecológicas tremendamente assustadoras!!!...Portanto uma óptima oportunidade de repensar as nossas vidas e estimular a formação ambiental de todos. Eu já optei: sou a favor do EcoNatal.
Seguem-se textos meus e links e por favor dê o seu contributo.... quanto mais não seja para despertar consciências... colando os cartazes do site BNC nos escritórios, nas associações cívicas locais.....,divulgando este mail, abordando e promovendo o conceito de EcoNatal nos sites, jornais escolares e/ ou blogues...
Obrigado e um bom EcoNatal"
Bioterra post em 2004
BioTerra post em 2005
2 links
www.buynothingchristmas.org (international)
http://gaia.org.pt/econatal/ (portuguese NGO Gaia)
João Paulo Soares
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