O genial músico polaco, Fréderic Chopin, nasceu há duzentos anos. Aqui fica uma interpretação de uma obra sua pela "nossa" fantástica Maria João pires. Pode-se saber mais sobre Chopin na Wikipédia...
Tudo (e mais alguma coisa) sobre Boassas . Aldeia de Portugal... "A viagem tempera o carácter" (Provérbio árabe)
terça-feira, maio 18, 2010
segunda-feira, maio 17, 2010
O filme da semana
sábado, maio 15, 2010
"Habitar a História" . Boassas e a Quinta da Ventuzela no "Latitudes Life"
O magazine de turismo italiano "Latitudes Life" fala de Boassas e da "Quinta da Ventozela"... O artigo, muito interessante e que vale a pena ler, intitula-se "Abitare la Storia". Para visualizar basta "clicar" sobre a frase sublinhada. A ler, pois...
quinta-feira, maio 13, 2010
...e Luís Guido fala de Boassas
Faz já alguns anos que o Professor Luís Guido, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, passou por Boassas. Na página que publicou então na internet, teceu sobre Boassas e a Casa do Lódão o seguinte comentário:"Casa do Lódão is a Country House which belongs to an old farm located in Boassas (Quinta do Outeiro - Boassas, Cinfães) and combines the rustic atmosphere with a modern architecture and interior design. Boassas is a small historical village, which is considered the second most typical Portuguese village. The involving landscape of the Valley of the River Douro (on the left), with its characteristic terraced vineyards offering unforgettable views, is now declared a World Heritage site by UNESCO."
quarta-feira, maio 12, 2010
Boassas no "Ondas"
A notícia da "Poluição (sonora) em Boassas" chegou ao omnipresente blogue de referência "Ondas", de Octávio Lima, a quem desde já agradecemos. O "post" pode ser lido aqui.
terça-feira, abril 20, 2010
Love Will Tears Apart . Joy Division
When the routine bites hard
and ambitions are low
And the resentment rides high
but emotions won't grow
And we're changing our ways,
taking different roads
Then love, love will tear us apart again
Why is the bedroom so cold
Turned away on your side?
Is my timing that flawed,
our respect run so dry?
Yet there's still this appeal
That we've kept through our lives
Love, love will tear us apart again
Do you cry out in your sleep
All my failings exposed
Get a taste in my mouth
As desperation takes hold
Is it something so good
Just can't function no more?
When love, love will tear us apart again
(Ian Curtis .Joy Division . nos 30 anos da sua morte)
domingo, abril 18, 2010
A poluição (sonora) em Boassas
Logo após a semana santa inicia-se em Boassas o calvário!... É uma tortura intensa e continuada todos os domingos de tarde em que (alguns) ilustres "benfeitores" decidem torturar aqueles que procuram o fim de semana para repousar de uma semana de trabalho, jardinar ou apenas ficar tranquilos nas suas casas. As "cornetas" encavalitadas na cruz da capela de Nossa Senhora da Estrela vociferam sons tonitruantes, a mais pura boçalidade "pimba", em jorros de autêntica poluição sonora que, com o beneplácito da igreja, infernizam o nosso juízo... Porque tenho que ser obrigado a ter em minha casa a poluição, o lixo, que os outros querem?.. Como é isto possível?... Como pode a Igreja pactuar com esta situação?... Se for eu a "obrigar" os outros a ouvir todos os domingos aquilo que eu quero, será que vão gostar?... E já agora, porque é que o barulho pára quando o padre diz a missa?...
quarta-feira, abril 07, 2010
Os amigos
Os amigos amei
despido de ternura
fatigada;
uns iam, outros vinham;
a nenhum perguntava
porque partia,
porque ficava;
era pouco o que tinha,
pouco o que dava,
mas também só queria
partilhar
a sede de alegria -
por mais amarga.
Eugénio de Andrade
quinta-feira, abril 01, 2010
Património de Boassas
Malgrado a destruição perpetrada diariamente, o património de Boassas sobrevive e, por vezes, somos até surpreendidos por notícias curiosas e improváveis, como a da descoberta de um moinho secular no Ribeiro do Lameirão. Falta agora saber se, tal como a maior parte da arquitectura popular da aldeia, do forno comunitário, da capela, da Arribada ou dos caminhos pedonais, não irá ser também destruído pela incúria e pela ignorância... Esperemos que tenha melhor sorte, pois poderá ser mais um elemento a valorizar a aldeia, o seu património e a sua vocação cultural e turística. A ver vamos...
sexta-feira, março 05, 2010
O regresso de Scorsese . Shutter Island
sexta-feira, janeiro 22, 2010
Estrela Cintilante . Jane Campion

A realizadora Jane Campion está de regresso em grande, com uma belíssima história, baseada na vida do poeta inglês John Keats, num tempo em que o amor não era ainda palavra vã...
Para aceder ao sítio oficial do filme clicar aqui
sexta-feira, janeiro 15, 2010
Fanny Ardant . "Cinzas e Sangue"

Penso que é a primeira longa metragem da actriz Fanny Ardant. E é deveras surpreendente. Uma epopeia sangrenta, em cenários de belas paisagens e fotografia excelente. Para mais informação: www.cendresetsang-lefilm.com A ver!...
Eddie Vedder . "Long Nights"
Have no fear
For when I'm alone
I'll be better off
Than I was before
I've got this life
I'll be around to grow
Who I was before
I cannot recall
Long nights allow
Me to feel I'm falling
I am falling
The lights go out
Let me feel I'm falling
I am falling
Safely to the ground
I'll take this soul
That's inside me now
Like a brand new friend
I'll forever know
I've got this life
And the will to show
I will always be
Better than before
Long nights allow
Me to feel I'm falling
I am falling
The lights go out
Let me feel I'm falling
I am falling
Safely to the ground
segunda-feira, dezembro 28, 2009
Rio de Ouro

Rio de Ouro
Amo este e não outro
O de prata é lindo - ouço dizer
O brilho está em quem nas margens vive
Quero este e não outro
O Tejo é mais imponente - há quem o julgue
A força está nas margens que lhe dão vida
Sinto este e não outro
O Ganges é local de oração - dizem as escrituras
Apenas este desperta a fé que preenche o meu coração
Adriana Carmezim in "No Silêncio do Amor", 2005
terça-feira, dezembro 22, 2009
Natal
domingo, dezembro 20, 2009
Caminho da "Fonte da Pedra" por Xavier Monsalvatje
Uma verdadeira preciosidade esta placa toponímica do artista valenciano Xavier Monsalvatje e que assinala um dos mais típicos (e ainda relativamente bem conservado) caminhos de Boassas, o denominado "Caminho da Fonte da Pedra".
A obra de Xavier Montsalvatje pode ser vista aqui ("clicar" na palavra sublinhada).
sábado, dezembro 05, 2009
Francis Ford Coppola - "Tetro"

"Um reencontro familiar após dez anos de ausência. Tetro (Vincent Gallo) é um escritor amargurado e taciturno que um dia abandona a casa dos pais, jurando nunca mais voltar. Na época com apenas sete anos, Bennie (Alden Ehrenreich) manteve uma imagem idealizada do irmão. Até que o reencontro entre ambos traz o choque. Tetro vai fazer regressar velhos fantasmas que trarão à superfície segredos e rivalidades do passado nunca resolvidos. E, aos poucos, a personalidade idealista e inocente de Bernie vai-se alterando, tornando-se cada vez mais parecida com a do irmão.
Um filme de autor, a p/b, escrito e realizado por Francis Ford Coppola."
Acrescentaria: Um filme a não perder, após o também brilhante "Uma Segunda Juventude", de que também aqui falei.
A visão de Portugal por António Barreto
"Portugal está à beira da irrelevância, talvez do desaparecimento"
Vale a pena ler:
Vale a pena ler:
http://www.ionline.pt/conteudo/35227-portugal-esta--beira-da-irrelevancia-talvez-do-desaparecimento
Um link que foi gentilmente endereçado por Nuno Resende e que agradeço.
Um link que foi gentilmente endereçado por Nuno Resende e que agradeço.
sexta-feira, novembro 13, 2009
David Sylvian . "Darkest Dreaming"
Stay tonight
We'll watch the full moon rising
Hold on tight
The sky is breaking
I don't ever want to be alone
With all my darkest dreaming
Hold me close
The sky is breaking
I don't ever want to be alone
With all my darkest dreaming
Hold me close
The sky is breaking
quarta-feira, novembro 04, 2009
segunda-feira, outubro 19, 2009
O "crime" da Quinta do Paço
Este foi (mais) um dos exemplares de genuína arquitectura popular existentes na Quinta do Paço que desapareceu no incêndio que devastou a quinta no final do verão. Não foi notícia, conforme o próprio desaparecimento de praticamente toda a mancha florestal também não. Não houve jantares, nem conferências, para que os nossos tão atentos jornalistas tomassem conta do facto, como fizeram, por exemplo, com o protocolo celebrado entre a câmara e a empresa construtora encarregue de cimentar aquele espaço (facto muito mais importante, está bom de ver...). Já se sabe que neste país as notícias correm melhor quando são bem "regadas" e "acompanhadas" por um bom naco. Por outro lado, duvido que alguém na própria câmara municipal soubesse da existência deste edifício, onde se localizava, ou como se chamava. É assim o país que temos...(e não saímos disto!)
quinta-feira, outubro 01, 2009
Epitaph for my Heart . The Magnetic Fields (ForM)
"Epitaph for My Heart" by the Magnetic Fields
"Caution: to prevent electric shock, do not remove cover. No user-serviceable parts inside. Refer servicing to qualified service personnel."
Let this be the epitaph for my heart
Cupid put too much poison in the dart
This is the epitaph for my heart because it's gone, gone gone
And life goes on and on, anon
And death goes on, world without end
And you're not my friend
Who will mourn the passing of my heart?
Will its little droppings climb the pop chart?
Who'll take its ashes and, singing, fling
Them from the top of the Brill Building?
And life goes on and on, anon
And death goes on, world without end
And you're not my friend
terça-feira, setembro 08, 2009
Quinta do Paço da Serrana...a vergonha!!!!
Cerca de duas décadas de domínio municipal foram suficientes para destruir um património inestimável, construído ao longo de séculos. Obviamente que o "azar" da Quinta do Paço não foi o incêndio que aí deflagrou ontem, mas sim o de ter passado a pertencer a uma autarquia acéfala, laxista; insensível e irresponsável... Uma instituição pública onde a palavra cultura não cabe sequer no vocabulário. Em cerca de duas décadas a Câmara de Cinfães nada fez para que aquele espaço fosse mantido e preservado. Pelo contrário, permitiu a sua vandalização e destruição, nada fazendo para evitar o que agora sucedeu, embora os alertas tenham sido lançados incessantemente...
Sei do que falo! Senão vejamos:
1. Fui talvez a primeira pessoa a escrever sobre as possibilidades da quinta no já longínquo ano de 1985, ainda a propriedade pertencia à Família Serpa Pinto.
2. No ano seguinte publiquei um novo artigo onde alertava para a degradação de todo aquele património (mal sabendo eu que seria muito melhor que as coisas se mantivessem como estavam...).
3. Em 1995, participei num concurso público de arquitectura, lançado pela câmara que foi de tal forma boicotado que, até hoje, não foi publicado o resultado. A minha era a única proposta que cumpria todos os requisitos... E a própria vice-presidente (que fazia parte do júri) afirmou publicamente, em determinada altura, que a minha havia sido a proposta escolhida!...
4. Posteriormente, aquando do 1.º Programa Leader para a região, em que foi criado o "Centro Rural de Ribadouro", propus o aproveitamento e adaptação da Quinta do Paço para os fins que estavam previstos no concurso camarário e ainda como pólo de residência e atelier de artistas, etc... A ideia acabaria por não ser sequer aproveitada pela câmara que acabou por perder o dinheiro para o vizinho concelho de Baião!...
5. Mais recentemente, a Associação Por Boassas (APOBO) propôs a classificação de todo o maciço arbóreo fosse classificado como Património de Interesse Público (parte já era Reserva Ecológica). Embora o parecer da Direcção Geral das Florestas tenha sido favorável (que publicamos aqui parcialmente), o processo nunca teve um desfecho porque a autarquia não se mostrou interessada na classificação.
6. Nesse mesmo documento a DGF propunha-se identificar as espécies arbóreas e arbustivas e também à própria limpeza dos espaço, o que, obviamente nunca veio a suceder!...
7. Em reunião com o próprio presidente da autarquia, apelando à sensibilidade e necessidade de classificação de todo aquele espaço, a resposta não se fez esperar: "a classificação poderia ser contrária aos interesses CONSTRUTIVOS dos projectos em curso" (!!!!!)....
8. Alertei também para a necessidade da elaboração de um plano feito pela própria autarquia para ser usado como fio condutor de qualquer projecto que ali pudesse ser feito, tendo-me sido dito, sintomaticamente, que: (sic) "não está no âmbito da câmara esse tipo de acções" (!!!!!)...
9. Posteriormente, falei ainda com a presidência sobre a possibilidade de uma parceria (com grandes possibilidades de financiamento) internacional com a Holanda, tendo-me feito acompanhar para uma reunião pelo responsável das "Villages of Tradition" e gestor do programa "Leader" daquele país o Sr. Frits Schuitemaker. A ideia era uma parceria internacional, já que na aldeia holandesa de Frits se estava a construir um museu dedicado a um explorador local chamado Abel Tasman (o descobridor da Tasmânia). O desinteresse demonstrado foi de tal modo constrangedor que a ideia praticamente morreu logo ali.
10. Devo ser das pessoas que melhor conhece o espaço e a que mais elementos possui sobre a quinta (possuo o levantamento de todas as construções, com fichas identificativas e descriminativas de materiais, estado de conservação, localização, etc.; levantamento fotográfico de todo o património construído; plantas de zonamento; de áreas agrícolas e florestais; rede e estruturas hídricas; etc...). Apesar disso NUNCA me foi pedida qualquer informação, parecer, ou opinião sobre aquele espaço!
Por tudo isto, hoje, e pela primeira vez, sinto vergonha de ter nascido em Cinfães!
Manuel da Cerveira Pinto
(Professor Universitário, Mestre Arquitecto, doutorando em arquitectura na Universidade de Valladolid e vice director do Jornal Miradouro)
Sei do que falo! Senão vejamos:
1. Fui talvez a primeira pessoa a escrever sobre as possibilidades da quinta no já longínquo ano de 1985, ainda a propriedade pertencia à Família Serpa Pinto.
2. No ano seguinte publiquei um novo artigo onde alertava para a degradação de todo aquele património (mal sabendo eu que seria muito melhor que as coisas se mantivessem como estavam...).
3. Em 1995, participei num concurso público de arquitectura, lançado pela câmara que foi de tal forma boicotado que, até hoje, não foi publicado o resultado. A minha era a única proposta que cumpria todos os requisitos... E a própria vice-presidente (que fazia parte do júri) afirmou publicamente, em determinada altura, que a minha havia sido a proposta escolhida!...
4. Posteriormente, aquando do 1.º Programa Leader para a região, em que foi criado o "Centro Rural de Ribadouro", propus o aproveitamento e adaptação da Quinta do Paço para os fins que estavam previstos no concurso camarário e ainda como pólo de residência e atelier de artistas, etc... A ideia acabaria por não ser sequer aproveitada pela câmara que acabou por perder o dinheiro para o vizinho concelho de Baião!...
5. Mais recentemente, a Associação Por Boassas (APOBO) propôs a classificação de todo o maciço arbóreo fosse classificado como Património de Interesse Público (parte já era Reserva Ecológica). Embora o parecer da Direcção Geral das Florestas tenha sido favorável (que publicamos aqui parcialmente), o processo nunca teve um desfecho porque a autarquia não se mostrou interessada na classificação.
6. Nesse mesmo documento a DGF propunha-se identificar as espécies arbóreas e arbustivas e também à própria limpeza dos espaço, o que, obviamente nunca veio a suceder!...
7. Em reunião com o próprio presidente da autarquia, apelando à sensibilidade e necessidade de classificação de todo aquele espaço, a resposta não se fez esperar: "a classificação poderia ser contrária aos interesses CONSTRUTIVOS dos projectos em curso" (!!!!!)....
8. Alertei também para a necessidade da elaboração de um plano feito pela própria autarquia para ser usado como fio condutor de qualquer projecto que ali pudesse ser feito, tendo-me sido dito, sintomaticamente, que: (sic) "não está no âmbito da câmara esse tipo de acções" (!!!!!)...
9. Posteriormente, falei ainda com a presidência sobre a possibilidade de uma parceria (com grandes possibilidades de financiamento) internacional com a Holanda, tendo-me feito acompanhar para uma reunião pelo responsável das "Villages of Tradition" e gestor do programa "Leader" daquele país o Sr. Frits Schuitemaker. A ideia era uma parceria internacional, já que na aldeia holandesa de Frits se estava a construir um museu dedicado a um explorador local chamado Abel Tasman (o descobridor da Tasmânia). O desinteresse demonstrado foi de tal modo constrangedor que a ideia praticamente morreu logo ali.
10. Devo ser das pessoas que melhor conhece o espaço e a que mais elementos possui sobre a quinta (possuo o levantamento de todas as construções, com fichas identificativas e descriminativas de materiais, estado de conservação, localização, etc.; levantamento fotográfico de todo o património construído; plantas de zonamento; de áreas agrícolas e florestais; rede e estruturas hídricas; etc...). Apesar disso NUNCA me foi pedida qualquer informação, parecer, ou opinião sobre aquele espaço!
Por tudo isto, hoje, e pela primeira vez, sinto vergonha de ter nascido em Cinfães!
Manuel da Cerveira Pinto
(Professor Universitário, Mestre Arquitecto, doutorando em arquitectura na Universidade de Valladolid e vice director do Jornal Miradouro)
segunda-feira, setembro 07, 2009
O "AZAR" DA QUINTA DO PAÇO...
Há quatro anos lamentávamos aqui a destruição parcial da Quinta do Paço da Serrana por um incêndio de grandes dimensões, que apesar de tudo não havia consumido a grande floresta. Hoje acabou de arder o que então remanesceu. O concelho de Cinfães perdeu o seu maior símbolo cultural e natural e também um dos espaços mais importantes de bio-diversidade e valor paisagístico de todo o distrito de Viseu. Claro que foi apenas "azar". Em quatro anos todas as medidas e mais algumas foram tomadas no sentido da preservação daquele espaço, para que não voltasse a suceder o mesmo. Por exemplo, a limpeza constante e assídua da floresta, para o qual contribuiu a classificação de todo o conjunto como área protegida pela Direcção Geral das Florestas, proposta pela APOBO (Associação Por Boassas) prontamente apoiada pela Câmara Municipal de Cinfães. Infelizmente "o azar" não permitiu sequer que fossem identificadas algumas das espécies assinaladas pelos técnicos da DGF... Agora será já impossível. Claro que é o azar. Pois, como dizíamos atrás, todas as medidas e mais algumas foram tomadas, até porque o espaço foi cedido a uma empresa para exploração turística, pelo que não só as autarquias, como os próprios investidores estavam plenamente empenhados na protecção de toda aquela riqueza. Vejamos, por exemplo, as medidas de prevenção e vigilância eram exemplares (havendo rondas pela floresta de guardas 24h por dia) e os acessos foram não só melhorados, como criados alguns novos, de forma a possibiltar o ataque rápido pelos bombeiros a partir da parte inferior da quinta. Também os pontos de água existentes na quinta estavam todos operacionais, para além do próprio sistema de distribuição de bocas de água ao longo de todo aquele espaço. Até nos passeios a Fátima proporcionados pela CMC aos idosos do concelho não tem sido descurada a salvaguarda da Quinta do Paço, sendo-lhes sempre lembrada a importância de uma "rezinha" para a preservação de todo aquele património. Por último, não nos esqueçamos do investimento em termos humanos e materiais com que os próprios bombeiros têm sido dotados no concelho, em que será de salientar o esforço enorme e que implicou o corte orçamental em 300.000 € de duas festas de S. João, que foi a aquisição de um helicóptero de ataque a incêndios, plenamente justificado pelo facto de este ser um concelho com uma área florestal considerável. Mas, enfim, o "azar" tem destas coisas e quando o destino assim o quer não há medidas, nem rezinhas, que nos valham... Mas ainda irão aí aparecer más-línguas a dizer que muito mais poderia ter sido feito, como se o destino pudesse ser contrariado. Enfim... os do costume!
(A fotografia que ilustra este artigo é da autoria do ceramista espanhol Fernando Malo)
(A fotografia que ilustra este artigo é da autoria do ceramista espanhol Fernando Malo)
quarta-feira, setembro 02, 2009
A poluição em Boassas
Não deixa de ser curioso como à medida que a aldeia se esvazia de pessoas e movimento a poluição aumenta na razão inversa. Será apenas coincidência?...Não, de todo! Não creio!... É uma razão de causa e efeito. O saneamento, para meia dúzia de pessoas, não funciona, as fossas (chamadas pomposamente pelo poder local de ETAR's - Estações de Tratamentos de Águas Residuais) são pura e simplesmente obsoletas, são focos de infecções; conspurcam os terrenos e o ar é nauseabundo e irrespirável. A poluição sonora é outra das catástrofes que começa pelas cornetas vociferantes colocadas no topo da igreja, que nos inferniza o juízo de meia em meia hora, que num desrespeito anti-cristão agride os ouvidos e o cérebro de qualquer transeunte e sobretudo de quem nas imediações vive... Durante os meses de Abril a Agosto e a propósito da festa, todos os domingos, durante a tarde é impossível estar no centro de Boassas, tal é o barulho causado pela música (!!!????) tonitruante que vociferam as cornetas encarrapitadas no campanário da capela. Outro flagelo é a poluição visual e luminosa provocada pela proliferação de "maisons" de pessoas que vindo da cidade passar uns dias no campo parece terem medo do escuro... Enfim, contributos para o despovoamento e desertificação daquela que é já uma das zonas mais pobres do país...
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