terça-feira, março 20, 2007

"Crónica de uma morte anunciada"


Já está!... Foi abaixo!!!!... Embora já estivéssemos à espera, nem por isso a mágoa é menor por vermos desaparecer mais um dos já raros exemplares de típica arquitectura vernacular de Boassas. Não nos enganamos quando um dia dissémos que esta iria ser "a próxima vítima"... Embora hoje Boassas seja uma aldeia classificada (no PDM e como Aldeia de Portugal), com um turismo crescente (diria mesmo florescente) e que se começa a fazer sentir, com actividades culturais que ultrapassam o próprio país, continua, inexplicavelmente, a ser destruída sistematicamente comprometendo, inclusive, alguma ténue possibilidade de futuro... As actividades de desenvolvimento que têm sido levadas a cabo nos últimos anos pela Associação Por Boassas e que começam a dar alguns frutos, são assim, constantemente, postas em causa e contrariadas por estes autênticos actos de "vandalismo" cultural. Põe-se assim em causa a sobrevivência de todos aqueles que ainda vivem em Boassas, tendo em conta que a própria aldeia e o seu património, conjugados com o turismo, alguma pequena indústria artesanal e alguma actividade agrícola, poderão ser a sua única hipótese de sobrevivência. Esta é a gota de água que faz esgotar a nossa paciência. Segue o pedido de classificação de toda a aldeia e área envolvente ao IPPAR. Talvez assim se consiga, de uma vez por todas, travar esta destruição massiva...

Uma história rocambolesca...

In "Jornal de Notícias" de 9 de Março de 2007

quarta-feira, março 14, 2007

Que Plano Director Municipal?...


Segundo o Plano Director Municipal (em vigor... e com carácter legislativo) Boassas é uma aldeia com "Valor Patrimonial". E, de facto, lá podemos ver na imagem um símbolo, constituído pelas letras VP circunscritas num círculo. Os dois quadradinhos brancos no interior da mancha referem-se às "classificadas" casas do Cubo e do Fundo da Rua. E que diz o "Regulamento" do PDM sobre estas supostas zonas de Valor Patrimonial? Vamos apenas ler dois trechos:
«Artigo 60.º - Caracterização
1 - Designam-se por Zonas com Valor patrimonial as áreas que, embora permitam novas construções, se encontram sujeitas a condicionamentos resultantes do elevado valor arquitectónico do conjunto que configuram, o qual não poderá ser prejudicado.
(...)

Artigo 61.º

1- Nas Zonas com Valor Patrimonial apenas poderão ser licenciadas novas construções ou obras de ampliação que respeitem o actual modelo estético característico da zona.
2 - O licenciamento de obras de remodelação ou reconstrução nestas áreas apenas poderá ser concedido se o projecto oferecer garantias de que as fachadas e coberturas dos respectivos edifícios não agridem ou desvalorizam a envolvente em que se inserem (...)»
Uma pergunta. Para que se gastam milhares em planos que depois não servem para nada (exceptuando o enriquecimento do "anedotário" nacional) a não ser infernizar a vida a um ou outro "papalvo" que ainda tenta fazer as coisas de acordo com as normas e as leis?...
Das dezenas de obras feitas em Boassas desde a entrada em vigor do PDM devem-se contar pelos dedos de uma só mão as que se inserem neste regulamento. No entanto, numa obra minha, foi chamada a atenção para o facto de o aviso "não estar colocado em local suficientemente visível". Podia ser anedota, se não fosse tão dramático...

quinta-feira, março 08, 2007

Nova exposição dia 4 de Abril


A nova exposição do "II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas" irá ter lugar no Museu Nacional de Cerâmica González Martí, em Valência, Espanha. Inaugurará no dia 4 de Abril, data em que haverá também uma palestra com todos os artistas/ceramistas participantes e estará patente até dia 3 de Junho.

segunda-feira, março 05, 2007

"Speaking words of wisdom..."

Carta de um índio ao Presidente dos EUA James Monroe (James Monroe foi o quinto Presidente dos Estados Unidos da América, entre 1817 e 1825)

«O Grande Chefe de Washington mandou fazer-nos saber com palavras de boa vontade que nos quer comprar as terras. Muito agradecemos a sua atenção, pois sabemos demasiado bem a pouca falta que lhe faz a nossa amizade.
Queremos considerar esta oferta porque também sabemos demasiado bem que, se o não fizéssemos, os caras pálidas nos arrebatariam as terras com armas de fogo.
Mas, como podeis comprar ou vender o céu ou o calor da terra? Esta ideia parece-nos estranha. Nem a frescura do ar, nem o brilho das águas nos pertencem. Como poderiam ser comprados? Deveríeis saber que cada pedaço desta terra é sagrado para o meu povo. A folha verde, a praia arenosa, a neblina no bosque, o amanhecer entre as árvores, os pardos insectos... são experiências sagradas e memórias do meu povo.
Os mortos do Homem Branco esquecem a sua terra quando começam a viagem através das estrelas. Os nossos mortos, pelo contrário, nunca se afastam da terra, que é a mãe. Somos uma parte dela, e a flor perfumada, o veado, o cavalo e a águia majestosa são nossos irmãos. As encostas escarpadas, os prados húmidos, o calor do corpo do cavalo e do homem, todos pertencem à mesma família.
A água cristalina que corre pelos rios e ribeiros não é somente água, também representa o sangue dos nossos antepassados. Se vo-la vendêssemos, teríeis que recordar que são sagrados e ensiná-lo aos vossos filhos.
Também os rios são nossos irmãos porque nos libertam da sede, arrastam as nossas canoas, procuram-nos os peixes. E além do mais, cada reflexo fantasmagórico nas claras águas dos lagos relata histórias e memórias da vida das nossas gentes, o murmúrio da água é a voz do pai do meu pai. Sim, Grande Chefe de Washington, os rios são nossos irmãos e saciam a nossa sede, são portadores das nossas canoas e alimento dos nossos filhos. Se vos vendermos a nossa terra teríeis que recordar e ensinar aos vossos filhos que os rios são nossos irmãos e também seus. É por isso que devemos tratá-los com a mesma doçura com que se trata um irmão.
Claro que sabemos que o homem branco não percebe a nossa maneira de ser. Para ele um pedaço de terra é igual a outro pedaço de terra, pois não a vê como irmã, mas sim como inimiga. Depois de ela ser sua, despreza-a e segue o seu caminho.
Deixa para trás a campa dos seus pais sem se importar. Sequestra a vida dos seus filhos e também não se importa. Não lhe importa a campa dos seus antepassados nem o património dos seus filhos esquecidos. Trata a sua mãe terra e seu irmão firmamento como objectos que se compram, se exploram e se vendem, tal como as ovelhas ou as contas coloridas. O seu apetite devora a terra deixando atrás de si um completo deserto.
Não consigo entender. As vossas cidades ferem os olhos do Homem Pele Vermelha. Talvez seja porque somos selvagens e não o podemos compreender. Não há um único lugar tranquilo nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desenrolar das folhas ou o rumor das asas de um insecto na Primavera.
Talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo bem as coisas. O barulho da cidade é um insulto para o ouvido. E eu pergunto-me “Que tipo de vida tem o homem que não é capaz de escutar o grito solitário de uma garça ou a discussão nocturna das rãs ao redor de uma jangada?”. Sou um Pele vermelha e não o consigo entender. Nós preferimos o suave sussurro do vento sobre a superfície de um lago e o odor deste mesmo vento purificado pela chuva do meio-dia ou perfumado com o aroma dos pinheiros.
Quando o último Pele Vermelha tiver desaparecido desta terra; quando a sua sombra não for mais que uma lembrança como a de uma nuvem que passa pela pradaria, mesmo então estes ribeiros e estes bosques estarão povoados pelo espírito do meu povo. Porque nós amamos este país como uma criança ama os batimentos do coração da sua mãe.
Se decidisse aceitar a vossa oferta teria que vos sujeitar a uma condição: que o homem branco os animais desta terra como irmãos. Sou selvagem e não compreendo outra forma de vida.
Tenho visto milhares de búfalos apodrecendo, abandonados nas pradarias, abatidos a tiro pelo homem branco que dispara de um comboio, que passa. Sou selvagem e não compreendo como uma máquina fumegante pode ser mais importante que o búfalo, o qual apenas matamos para sobreviver.
O que é o homem sem os animais? Se os animais desaparecessem o homem morreria de uma grande solidão. Tudo o que acontece aos animais acontecerá também ao homem brevemente. Todas as coisas estão ligadas.
Devíeis ensinar aos vossos filhos o que nós ensinámos aos nossos, que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontece à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no chão, cospem em si mesmos.
Sabemos uma coisa que talvez o Homem Branco descubra algum dia: a Terra não pertence ao Homem, é o Homem que pertence à Terra. Tudo está interligado, como o sangue que une uma família. O Homem não teceu a trama da vida. Ele é apenas um fio. O que faz com essa trama fá-lo a si próprio. Nem sequer o Homem Branco, com quem o seu Deus passeia e fala de amigo para amigo, está isento do destino comum. Depois de tudo, talvez sejamos irmãos. Logo veremos.
(...) Também os brancos se extinguirão, talvez antes das outras tribos. O homem não teceu a rede da vida. É apenas um desses fios e está a tentar a desgraça se ousa destruir essa rede.
Tudo está ligado entre si como o sangue de uma família. Se sujardes o vosso leito, uma noite morrereis sufocados pelos vossos excrementos.
Mas vós caminhareis até à destruição, rodeados de glória e esplendor pela força de Deus, que vos troxe a esta terra e que por algum especial desígnio vos concedeu domínio sobre ela e sobre o Pele Vermelha. Esse desígnio é um mistério para nós, pois não entendemos porque se exterminam os búfalos, se domam os cavalos selvagens, se enchem os recantos secretos de um bosque com o hálito de tantos homens e se cobre a paisagem das exuberantes colinas com fios faladores.
Onde está o bosque denso? Desapareceu.
Onde está a águia? Desapareceu.
Assim se acaba a vida e só nos resta a possibilidade de tentar sobreviver.»

Texto extraído da revista «Ecos do ambiente, n.º 3, Fevereiro de 2000 - Revista do Geonúcleo - Núcleo de ambiente da Universidade Fernando Pessoa»

quinta-feira, março 01, 2007

Boas novas...


Recebemos recentemente (início do mês de Fevereiro) um ofício da Direcção-Geral dos Recursos Florestais sobre a possível classificação do maciço arbóreo da designada "Quinta do Paço". Há motivos para estarmos satisfeitos, pois na citada mensagem, a determinada altura, pode ler-se o seguinte:
"(...) o arvoredo está envolvido por uma certa beleza botânica e de importância ÍMPAR ao nível da paisagem e da biodiversidade dos diferentes ecossitemas onde está inserido (naturais e artificiais)... (...) aguarda-se por uma visita na Primavera para avaliar a presença de mais espécies de difícil identificação pela falta de folhas... (...)"
Aguardemos, pois, pela Primavera para averiguar que surpresas mais nos reserva ainda a fantástica "Quinta do Paço da Serrana". A classificação está em curso.
(O sublinhado é de nossa autoria)

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

A casa do Sr. Chico


Se fosse hoje teria feito questão de que esta casa mantivesse o nome pela qual sempre a conheci... a "Casa do Sr. Chico". Era o caseiro da "Quinta do Outeiro" e recordo com saudade o seu rosto bondoso, desenhado por uma vida bastante dura, que por vezes fazíamos alterar, quando lhe estragávamos as culturas com as nossas irreflectidas brincadeiras de criança. Tentei que a casa mantivesse, tanto quanto possível o seu aspecto exterior, já que no interior pouco havia a recuperar. As pedras mantiveram os musgos e líquenes seculares, as telhas também; as portas continuam a ser em madeira, embora agora com vidro, mantendo-se as portadas interiores e até o branco da cal foi reposto... Não tinha água canalizada, saneamento, quarto de banho, telefone ou electricidade. O forno foi reconstruído no exacto local onde se encontrava anteriormente e a organização espacial interna tenta, de alguma forma, seguir o pré-existente... Farão os turistas, que agora a ocupam quase semanalmente, ideia de como era a vida nesta casa rural?... Farão ideia de quem foram durante tantas décadas os seus habitantes?... Conseguirão (eles e os nossos leitores) identificar a casa de que estamos a falar?...
Para finalizar, apenas uma palavra para a Sra. do Céu, que acompanha o Sr. Francisco na foto e que era sua cunhada. Ainda vive, em Boassas, e faz as melhores filhós que já provei. A ambos é dedicado este apontamento.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Novo concurso de fotografia


A Associação Por Boassas decidiu na sua última reunião de direcção dar continuidade ao concurso de fotografia lançado no ano passado. Assim, ficou estipulado que o novo concurso deverá ter normas idênticas às da primeira edição e será lançado oficialmente aquando da inauguração da 2.ª exposição resultante do primeiro concurso. Esta deverá ser realizada em Cinfães no museu Serpa Pinto em data a anunciar brevemente... Esperemos que, desta feita, a participação e o sucesso alcançados na 1.ª edição sejam ainda maiores.

(A foto é uma singela homenagem aos heróicos "marinheiros" do Douro e aos mestres arrais dos célebres barcos rabelos, quase todos de Porto Manso, Boassas, Porto Antigo e Souto do Rio, como este senhor, a quem chamavam "O Trinta"...)

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Comboios vão voltar ao Douro entre o Pocinho e Barca de Alva

O Jornal de Notícias publicou recentemente a notícia de que "a linha do Douro irá ser reactivada entre o Pocinho e Barca de Alva", para fins estritamente turísticos. Custa-nos a crer que neste país não se pense só em TGV's e em Lisboa e Porto... Será mesmo? Apesar de tudo são boas notícias. Vamos esperar para ver...

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Breves...

In "Greenpeace"

O que se passa no México? "Es probable que nada pase". A ver de 13 a 17 de Fevereiro na Rua do Almada 555
In Blog Mr. Ruim

A propósito de "liberdade de expressão"...

Surpreendentemente, ou talvez não, notícias recentes voltaram a trazer "à baila" a questão da tão proclamada "liberdade de expressão", que tão arreigadamente têm defendido os jornalistas. No caso trata-se da opinião de dois juízes portugueses. Numa situação, por um deles se ter pronunciado publicamente sobre um recente "caso" célebre e mediático, o Conselho Superior de Magistratura instaurou-lhe um processo disciplinar, na outra situação, tal sucedeu por o mesmo ter usado num "blogue" "linguagem imprópria" (!!!????)... Pelos vistos a "liberdade de expressão" tem limites - e que limites!... Recordamos que é punível por lei "ofender" os símbolos pátrios (por exemplo não se podem deixar as bandeiras nacionais a "apodrecer" nas janelas, como vemos em tantas casas portuguesas) e lembramo-nos dos problemas que teve o actor João Grosso por um dia ter pisado, numa actuação teatral, a bandeira nacional. É proibido ser anti-semita, ou ostentar ideologia nazi e, não tarda nada, negar o Holocausto e as aparições de Fátima, por exemplo... Pelo mesmo caminho e devido à sua linguagem "obscena", irão os livros de Sade, de Henry Miller, Masoch e até o "Capuchinho Vermelho". Em Inglaterra é proibido representar qualquer membro da família real despojado de vestuário, ou seja, nú!!!... Enfim, pelo menos ainda temos a liberdade de publicar, por exemplo, um "cartoon" do profeta Mohammed (ou Maomé) a ser violado por um cão, enquanto está a rezar virado para Meca... Não há que ceder ao "fundamentalismo", pois então. Felizmente que os jornalistas da praça estão bem atentos a estas questões, senão o que seria da "nossa" liberdade de expressão?...

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Classificação da Quinta do Paço da Serrana

















Em mais uma iniciativa inédita a nível concelhio, e mesmo distrital, a Associação Por Boassas formalizou recentemente (Julho de 2006) junto da Direcção Geral dos Recursos Florestais o pedido de classificação como Património de Interesse Público do maciço arbóreo constituído pela floresta da "Quinta do Paço da Serrana". Recentemente o local foi visitado pelos técnicos dessa instituição, tendo causado profunda impressão e alguma pena por "aquele espaço se estar a perder"... Pois, precisamente por isso e pelos vários alertas que já aqui havíamos lançado (1, 2, 3, 4, 5... clicar para visualizar) pedimos a sua classificação. Será uma forma de incentivar a sua protecção, de valorizar todo o espaço e envolvente, de fomentar o turismo e a cultura na região. Aguarda-se a todo o momento o resultado...

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Hoje é dia de "apagão"!!!!...

Contra o desperdício de energia, hoje, dia 1 de Fevereiro, 5ª feira, das 19h55 às 20h00 todas as pessoas são convidadas a desligar qualquer aparelho que consuma energia. O apelo é por uma boa causa, e até a própria Torre Eiffel vai estar apagada durante estes 5 minutos...

(Claro que as vozes do costume já se vieram pronunciar sobre os "perigos" de um eventual apagão... aqui, via "Ondas")

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Boassas na página das "Aldeias de Portugal"


Transcrevemos a descrição de Boassas na página oficial das "Aldeias de Portugal", onde é de notar a referência ao seu notável património, tradições e aos já célebres "Encontros Internacionais de Ceramistas". Para visitar a página, basta "clicar" na frase sublinhada. O referido texto diz assim:
"A aldeia de Boassas encanta com o património edificado de grande valor arquitectónico, cultural e histórico que apresenta, aliado à paisagem sobre o imponente rio Douro, a albufeira da Pala e ainda o Vale do Bestança em que se encontra. O núcleo mais antigo do lugar, a Arribada, revela um acentuado ar mediterânico e conta-nos a história da presença árabe/ islâmica em terras durienses. À medida que se percorre as ruas estreitas e os típicos pátios ornamentados de vasos coloridos com flores, descortina-se um passado sublime, expresso na arquitectura das casas e nas tradições e mitos de Boassas. É ainda possível conversar com os seus habitantes, presentes frequentemente à soleira da porta, observar o latoeiro na celebração do seu ofício, petiscar num dos três cafés/ mercearias existentes na aldeia.

Como importante contributo para as potencialidades turísticas que apresenta, fruto do património singular que ostenta, a arte “cerâmica” tem sido um factor dinamizador do local, conferindo-lhe um cariz internacional, nomeadamente através do I Encontro Internacional de Ceramistas que o lugar conheceu em 2004 e cuja Associação por Boassas, promoverá a continuidade."
Sentimo-nos honrados e lisonjeados, pelo que agradecemos à Associação de Turismo de Aldeia esta "benesse", sobretudo nas pessoas do Sr. Professor Mota Alves e da Sra. Eng.ª Teresa Pouzada. Muito obrigado! Esperamos saber ser dignos de tal distinção.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Novas... do Douro

O Douro vai pertencer a uma nova Região de Turismo...
In Jornal de Notícias de 21-01-2007

Entretanto um "resort" de luxo obteve "luz verde"...
(hmmm... se se mantiver o projecto divulgado há algum tempo atrás desconfio que começou a "algarvização" do Douro)
In Jornal de notícias de 21-01-2007

Entretanto o arquitecto António Leitão Barbosa venceu o 1.º prémio de arquitectura do Douro
Só não entendo porque é que o prémio se cinge exclusivamente ao Alto-Douro vinhateiro.

In Jornal de Notícias de 21-01-2007
É lançada hoje a primeira pedra do Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa
In "O Primeiro de Janeiro de 26-01-2007

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Lúcia Vaz Pedro em entrevista ao JN

A escritora de ascendência boassense Lúcia Vaz Pedro, de quem já aqui falámos, concedeu em 17 de Dezembro último uma entrevista ao Jornal de Notícias, cujo título é: "Escrevo para atingir a totalidade" (clicar, para ler na íntegra). No próximo dia 30 os seus dois últimos livros vão ser apresentados na FNAC de Santa Catarina, às 21.30 h.

domingo, janeiro 21, 2007

"Quinta da Ventuzela"


A "Quinta da Ventuzela", renovou o aspecto da sua página de divulgação na "Internet". Situada junto ao lugar de Casal, na freguesia de Cinfães este é, seguramente, um dos espaços de eleição do turismo rural existente em Cinfães. Esta casa apoiou os "Encontros Internacionais de Ceramistas em Boassas" nas suas duas edições. Para aceder à página basta "clicar" na imagem.

Breves... do ambiente

quarta-feira, janeiro 17, 2007

"Uma aldeia com história"... No prelo...


Este o aspecto da capa do livro "Boassas - Uma aldeia com história", idealizado por Armando Alves, sobre uma fotografia do autor. Aguardamos agora o seu lançamento...

Tempo de balanço


Fez no passado dia 23 de Dezembro um ano que instalamos este contador no nosso humilde "Boassas". Como a entrada no novo ano é, tradicionalmente, tempo de balanço, aqui fica o registo da frequência dos visitantes neste blogue, numa altura em que estamos prestes a atingir as 12.000 páginas consultadas e 7.079 visitas. Assim, estamos durante esta semana com os seguintes valores, em média:
- Páginas vistas diariamente - 33
- Número diário de visitantes - 21
- Número diário de novos visitantes - 17
- Número diário de visitantes que voltam - 4
A todos os nossos leitores, muito obrigado e bem hajam...

quarta-feira, janeiro 10, 2007

O Douro (mais uma vez) e o "anedotário" nacional...


É mais uma "pérola" resultante da prodigiosa iluminação com que estão dotados os nossos queridos governantes lá da longínqua capital... Que fizémos nós para merecer isto?...
Chama-se o "Douro e a desertificação" e é um brilhante artigo do arquitecto Manuel Correia Fernandes. A ler no Jornal de Notícias.

domingo, janeiro 07, 2007

Em Boassas cantam-se os reis...


Este fim-de-semana foi tempo de em Boassas ouvir-se "cantar os reis". E que bem se cantava... E quão gratificante é ver que há ainda quem teime em manter vivas ancestrais tradições. Alguma alegria para apaziguar a dor de alma que é saber que o esvaziamento da aldeia não pára e que mais uma família se encontra de "malas aviadas" para deixar Boassas, a troco de longínquas quimeras em incaracterísticos e anónimos subúrbios de frias cidades...
Lembramos esses reis - que eram do Oriente - com uma "adoração dos magos", em porcelana, da autoria de Armando Correia, para desejar um bom ano, com muita paz e felicidade...