quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Artigo de Clara Ferreira Alves no "Expresso"

Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.

Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos?

Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?

Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.

E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu?

Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?

O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda,*/coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.

Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.

Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças , de protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa

Clara Ferreira Alves - "Expresso"/*

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Está bem... façamos de conta!

"Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.

Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês.

Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível.

Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das melhores posições no Mundo para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu.

Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média.

Façamos de conta que o Magalhães é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação.

Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo.

Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que quem se mete com o PS leva.

Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de malhar na Direita (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda).

Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport.

Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por onde é que eu ia começar a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal.

Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a falta de liberdade. E Manuel Alegre também.

Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus.

Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores.

Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República.

Façamos de conta que não há SIS.

Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso.

Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chavez, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa.

A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos."

(Mário Crespo in "Jornal de Notícias", via Bioterra)

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Cinfães...a ver passar os navios!


A notícia, divulgada recentemente, dá-nos conta da dotação de 37,5 milhões de euros para projectos no âmbito do Plano de Desenvolvimento Turístico do Vale do Douro. A área abrange todos os concelhos do Alto Douro Vinhateiro, classificado como Património Património Mundial pela Unesco e inclui, pela primeira vez, os concelhos vizinhos de Baião e Resende. Do projecto fazem parte a requalificação de cais do rio Douro e o alargamento do projecto das Aldeias Vinhateiras, procurando gerar sinergias para a criação de emprego na região. Mas também o aumento da sinalização; o combate aos atentados ambientais e a (re)qualificação dos "espaços que marcam a identidade da região, bem como os centros históricos dos concelhos" abrangidos. Cinfães, mais uma vez, fica de fora... a ver passar os navios!
(In Repórter do Marão de 20-11-2008)

quinta-feira, janeiro 29, 2009

O "Freeport" de Boassas


Há algum tempo atrás denunciámos aqui uma situação gritante de desrespeito pelo meio ambiente, Plano Director Municipal, POARC e outros intrumentos legislativos e de ordenamento do território, inclusive obras em zona de Reserva Ecológica e Agrícola, efectudas sem licença e usurpação do domínio público. Passado quase um ano e embora as obras tenham sido declaradas ilegais e inclusive tenham merecido a atenção por parte das autoridades, tudo continua na mesma. Ou antes, pior... já que nada foi feito por parte das entidades competentes, nomeadamente das autarquias. Porque é que esta gente pode fazer tudo o que lhe apetece e um vulgar cidadão, que cumpra a lei, tenha o máximo respeito pelo domínio público e tente fazer as coisas pela via legal, enfrenta toda a espécie de entraves e dificuldades?... Alguém me sabe responder?... Terá alguma coisa a ver com o tal "Freeport"????... E as associações locais, porque estão tão caladas?...

terça-feira, janeiro 27, 2009

Que turismo em Boassas?


Numa altura em que a crise afecta praticamente todos os sectores da vida económica o turismo parece gozar ainda de boa saúde. Claro que esta área não está imune e a recessão também aí se irá fazer sentir. Creio porém que uma gestão racional e organizada dos recursos poderia atenuar fortemente esta tendência. No entanto é precisamente o contrário que vemos fazer. Aposta-se muito mais em indústrias poluentes, asfalto e betão, do que na manutenção dos recursos naturais e paisagísticos, na arte, ou na cultura... mesmo quando a aposta se faz nestas áreas, raramente impera o bom-senso. Preferem-se os grandes empreendimentos que favorecem as multinacionais e o capital centralizado nas grandes urbes, aos pequenos projectos turísticos locais, que trazem benefícios directos sobre a população residente.
Neste aspecto posso dizer que preconizei um certo pioneirismo em Boassas ao fazer o projecto, a expensas próprias, para a primeira unidade turística local - a denominada "Casa do Lódão". Têm-se dito muitas asneiras a propósito do surgimento desta unidade turística, nomeadamente que "surgiu para colmatar a falta de alojamento turístico na região". Na realidade a unidade surge por exclusiva ideia minha, no sentido de recuperar o edifício e torná-lo rentável economicamente. Decidi fazer e aprovar o projecto porque estava sentido e magoado com o meu pai, isto porque embora lhe tivesse pedido que não o fizesse, ele havia mandado demolir parcialmente o edifício, "para passar o tractor". Muitos anos depois de lhe oferecer o projecto aprovado, e após muita insistência da minha mãe, o meu pai decidiu então fazer a obra, que é hoje um caso de sucesso...
Contudo após todo este tempo (a obr
a está a funcionar há cerca de 5 anos) o exemplo ainda não colhe a opinião favorável da maioria da população, embora, e ao contrário do que auguravam todas as opiniões, seja, como dissémos, um assinalável caso de sucesso. De facto o mais difícil é mudar mentalidades!...
Cheguei a fazer ainda mais dois projectos de turismo para Boassas e um terceiro nas proximidades, no lugar do Lodeiro. Um foi a chamada "Casa dos Goivos", de que já aqui falei. Fiz, sem custos para os proprietários, a pré-inscrição na Direcção Geral do Turismo, que seria aprovada. No entanto, numa atitude incompreensível, a casa viria a ser demolida pouco depois pelos próprios donos... (Dá Deus nozes...!!!!!). O outro projecto que fiz e aprovei (tanto na Direcção Geral do Turismo, como na Câmara) foi para a multissecular "Casa do Cerrado" (na foto). A propriedade é também do meu pai e o projecto previa uma unidade de turismo rural com 6 quartos. O projecto acabou por ficar na gaveta e a inoperância e desleixo deixou que expirasse a validade do mesmo na câmara... (Mais uma vez, "as nozes"...!!!!). O terceiro projecto, da "Casa do Lodeiro", apenas chegou a ser esboçado. Ainda assim, mais uma vez de forma altruísta, cheguei a abrir o necessário processo, preenchi a ficha de inscrição no turismo e realizei o levantamento fotográfico... o levantamento arquitectónico apenas não foi realizado porque, embora planeada, não cheguei a acertar a data com o meu colega arq. Renato de Brito... E ainda bem!...

terça-feira, janeiro 20, 2009

Auto-censura


A pior censura é sempre aquela que impomos a nós próprios. Dei por mim a perguntar-me porque motivo não me apetecia escrever ou publicar o que quer que fosse. A resposta acabaria por chegar, de forma natural, quando ao conversar com alguém acabei por dizer que apenas me apetecia escrever sobre a Palestina. Nos tempos que correm, em que mal nos pronunciamos sobre a situação do povo palestiniano logo somos apelidados de anti-semitas, acabamos por nos impor este silêncio ensurdecedor... Em jeito de redenção, aqui fica um belíssimo poema do maior poeta palestiniano (perseguido pelas autoridades israelitas, pela sua intifada das palavras...), acompanhado de um expressivo desenho de José Emídio.

Para uma melhor informação ver o "dossier" do jornal "Público": "Guerra em Gaza"

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Um comentário... vindo de Espanha

Por princípio não publicamos comentários anónimos, este que foi publicado aqui parece-nos, no entanto, extremamente pertinente, de tal forma que decidimos dar-lhe destaque. Talvez seja bom apercebermo-nos, de uma vez por todas, de que estamos a jogar fora as nossas possibilidades de desenvolvimento e de futuro... O comentário diz assim:

"Tuve el privilegio de conocer la aldea (de Boassas) en el verano del 2006 y desde el punto de vista de un modesto estranjero me parece un paraje precioso, que por ejemplo en España no hemos sabido conservar y por lo que leo en los comentarios de ustedes, van por el mismo camino y seria una pena que estando ha tiempo de evitarlo no sean capaces de solucionar un problema que algunos canallas llaman modernidad, muito obrigado a todas las personas que hicieron de nuestra estancia un inolvidable recuerdo."

quarta-feira, dezembro 24, 2008

O Natal visto por Rubens e Jorge de Sena


Natal de 1971

Natal de quê? De quem?

Daqueles que o não têm?

Dos que não são cristãos?

Ou de quem traz às costas

As cinzas de milhões?

Natal de paz agora

Nesta terra de sangue?

Natal de liberdade

Num mundo de oprimidos?

Natal de uma justiça

Roubada sempre a todos?

Natal de ser-se igual

Em ser-se concebido,

Em de um ventre nascer-se,

Em por de amor sofrer-se,

Em de morte morrer-se,

E de ser-se esquecido?

Natal de caridade,

Quando a fome ainda mata?

Natal de qual esperança

Num mundo todo bombas?

Natal de honesta fé,

Com gente que é traição,

Vil ódio, mesquinhez,

E até Natal de amor?

Natal de quê? De quem?

Daqueles que o não têm?

Ou dos que olhando ao longe

Sonham de humana vida

Um mundo que não há?

Ou dos que se torturam

E torturados são

Na crença de que os homens

Devem estender-se a mão?

Jorge de Sena, Exorcismos

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Isenção transgénica...

A ASAE nomeou para dirigir a Comissão Técnica de Avaliação de Risco dos Alimentos Transgénicos a Doutora Margarida Oliveira, uma das pessoas que em Portugal mais tem defendido o uso desses mesmos transgénicos. A isto chama-se isenção, transparência, seriedade e rigor - tudo adjectivos com que nos tem brindado esta magnífica instituição desde a sua criação... O protesto está já em curso e pode ser feito através do Boletim Informativo da QUERCUS.

O texto do protesto a enviar ao Governo diz assim:

"Venho expressar a minha indignação pela nomeação da Doutora Margarida Oliveira para presidente da Comissão Técnica Especializada da ASAE responsável pela avaliação de risco dos alimentos transgénicos. Com efeito, e tal como detalhado no comunicado de imprensa recentemente divulgado pela Plataforma Transgénicos Fora, há anos que a Doutora Margarida Oliveira se empenha pessoalmente na promoção dos transgénicos em Portugal, inclusive tomando por eles partido para além do que pode permitir o estado do conhecimento na matéria e desprezando ostensivamente o princípio de precaução inequivocamente consagrado na legislação europeia. Considero pois que não estão reunidas as condições de independência científica e credibilidade previstas no regulamento da ASAE e que a Doutora Margarida Oliveira deverá ser demitida. Também a restante composição desta Comissão deverá ser revista, já que comporta elementos com perfil semelhante e que não oferecem garantias plenas de isenção e independência. Na ausência destas medidas estará em risco a saúde de todos os consumidores portugueses no que toca à avaliação dos reais riscos dos transgénicos."

segunda-feira, dezembro 15, 2008

"A maior parte dos municípios continua a deixar construir sem planos"

"GEOTA: A maior parte dos municípios continua a deixar construir sem planos."
Dez anos depois da entrada em vigor da Lei de Bases de Ordenamento do Território e Urbanismo, a situação continua “confrangedora”, construindo-se sem planos na maioria dos municípios, criticou hoje o grupo ambientalista GEOTA.(...)"
Notícia a ler na íntegra no "Público"

Já várias vezes temos repetido e afirmado que um dos maiores problemas ambientais é, seguramente, a falta de Planeamento e Ordenamento do Território que assola o território português. Falta dizer que, neste aspecto, o concelho de Cinfães é disto, todo ele, um dos mais tristes e confrangedores exemplos...

sábado, dezembro 06, 2008

Exposição Fotográfica de Lourenço Pereira




O grande fotógrafo cinfanense Lourenço Pereira inaugura uma exposição no Museu Serpa Pinto, no próximo dia 12, pelas 17.30h. A exposição intitula-se "Do Douro ao Montemuro pelo Bestança" e será, devido aos créditos artísticos e sensibilidade do autor, seguramente, a não perder!...

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Os animais salvam o planeta!

Uma série de episódios de animação que ajuda crianças e adultos a fazer pequenas coisas para ajudar a preservar o meio ambiente... Muito bem feito e com muito humor.

sábado, novembro 29, 2008

Página da Associação Cultural Serpa Pinto


Foi recentemente criada a página da Associação Cultural Serpa Pinto, facto que saudamos e aplaudimos. Infelizmente, o património da família que é a Quinta do paço da Serrana e que hoje pertence à Câmara Municipal de Cinfães, permanece ao abandono e em constante estado degradação acentuada. Que é feito da Fundação Serpa Pinto?... Da futura Casa-Museu?... Do Parque Natural, cultural e agrícola da Quinta do Paço?... e de tantas outras ideias que se poderiam aproveitar para que o concelho, com base nas suas próprias potencialidades pudesse assim desenvolver-se e mostrar-se ao país e ao mundo?... A resposta é que parece que isso "não está no âmbito" dos nossos governantes! É mais ceder por mais de meio século a interesses especulativos... A ver vamos o que nos diz o futuro.
Para aceder à página da ACSP
basta cursar sobre a própria imagem ou nas palavras sublinhadas.
(A fotografia pertence ao livro de Carlota de Serpa Pinto "Como Serpa Pinto Atravessou a África")

sábado, novembro 22, 2008

Boassas no BIOTERRA

As primeiras repercussões à edição do livro "Boassas. Uma Aldeia Com História" começam a fazer-se sentir. Assim, foi com alguma surpresa que vi que o João Soares colocou no seu fantástico BIOTERRA um artigo em que o livro é apresentado com grande destaque. Para além de falar ainda da inauguração da loja Opção, de um provável encontro de artistas e "blogueiros" e de outros temas. Obrigado caro João...

segunda-feira, novembro 10, 2008

Boassas - Uma Aldeia com História


Costuma-se dizer que "mais vale tarde do que nunca"... Pois, aí está! Foi finalmente editada a monografia sobre Boassas. O desenho gráfico é de Armando Alves e a edição é do Jornal Miradouro. É a edição, possível, de apenas 500 exemplares.

quinta-feira, outubro 23, 2008

Catálogo do II Encontro recenseado na Biblioteca Municipal de Coimbra


Em pesquisa recente pelas páginas da internet, verifiquei que, após a recensão já verificada em Espanha pela Biblioteca Nacional, o catálogo do "II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas" foi recenseado pela Biblioteca Municipal de Coimbra. Será o sinal de que neste país, afinal, nem todos andam "distraídos"?... Para aceder à página da ficha técnica basta "clicar" aqui, ou na imagem do próprio catálogo.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Duas perguntas

Ontem ouvi (na RTP2 - Jornal da Noite, 22.00h) uma notícia espantosa, que hoje tentei ver repercutida nos jornais e que não consigo encontrar. Dizia-se que a Segurança Social portuguesa perdeu mais de 255 milhões de euros com a queda da bolsa. Então o dinheiro do contribuinte é para jogar na bolsa? Para quem revertem os lucros? E o prejuízo, quem paga?... Realmente a notícia é tão inverosímil (justificaria a demissão imediata dos responsáveis) que provavelmente sonhei!

Já que estamos a falar na célebre crise, a segunda pergunta é: Porque é que os lucros das companhias bancárias e de seguros que estão a ir à falência são a dividir por meia dúzia e os prejuízos têm que ser a dividir por todos?

terça-feira, outubro 21, 2008

PROJECTO DAS “ROTAS DE CERÂMICA” APRESENTADO NA GALIZA

O projecto "Rotas de Cerâmica" foi apresentado numa sessão pública no passado sábado, dia 18 de Outubro, em La Coruña, aos ceramistas galegos que querem também criar naquela região espanhola os “Roteiros da Cerâmica em Galicia”.
A apresentação foi feita pela técnica do CENCAL, Dra. Vera Fortes, tendo o projecto português despertado enorme interesse.
Recorda-se que Boassas integra este projecto desde há alguns anos a esta parte (sem que contudo colha qualquer entusiasmo relevante a nível local...diga-se...)

quarta-feira, outubro 15, 2008

Nos 60 anos da criação do estado de Israel (e da não criação do estado da Palestina)


"Uma Terra Sem Gente, Para Gente Sem Terra"
É o título da exposição de Nuno Coelho com a colaboração de Adam Kershaw e está patente no ESPAÇO GESTO - Cooperativa Cultural , Rua Cândido dos Reis, 64 no Porto, até dia 31 de Outubro.
É composta por diversos posters de grande formato, com desenhos de contorno a preto-e-branco, que convidam os visitantes a preencher de cor usando os diversos lápis dispostos para o efeito. Nuno Coelho explora no seu trabalho conceitos como o vernáculo e a interactividade do público com diversos materiais impressos. Os posters mostram diversos mapas gráficos, assim como desenhos realizados a partir de fotografias recolhidas na sua viagem de um mês à Palestina em 2006 onde teve um contacto íntimo com a complexa situação da região.Com esta intervenção artística, Nuno Coelho traduz em narrativas as tensões sociais que fazem parte do quotidiano daquela região onde três continentes colidem, propondo uma nova abordagem de pensamento sobre oconflito israelo-árabe, assim como um olhar crítico mas também irónico, que poderá mostrar o absurdo da situação presente.Essa sensação de absurdo é enfatizada ao falar da actual situação social e política recorrendo a um imaginário e uma linguagem infantil. O trabalho vai ao encontro da opinião do autor que crê que apesar de haver um discurso global sobre a Palestina, poucas pessoas conseguem ver além das imagens e títulos chocantes gerados pelos media e compreender os princípios básicos do conflito.Para além disso torna-se importante questionar se poderá um acto artístico conter em si imenso significado político sem assumir um determinado ponto de vista ou sem aspirar a ser transgressor, subversivo ou activista. Tal como a negação da Filosofia é já de si um acto filosófico, talvez a tentativa de mostrar um trabalho apolítico seja também ela detentora de uma forte posição política.Nuno Coelho é Designer de Comunicação, actualmente a viver e a trabalhar na cidade do Porto. "Uma Terra Sem Gente, Para Gente Sem Terra" é a sua primeira exposição individual com trabalho criado propositadamente para o efeito.http://www.nunocoelho.net/index.php?opcao=3&ling=1&id=35

quinta-feira, outubro 02, 2008

Catálogo "Culla 2007" fala de Boassas


O catálogo do "I Encuentro Internacional de Arte - Culla 2007", refere os "encontros" de Boassas, que inclusive inspiraram a realização deste evento. Isto em Espanha, do outro lado da península, numa pequena vila da província de Valência e graças à perseverança do organizador, Mariano Poyatos. Em Boassas, já o dissémos, duvidamos que o evento se volte a repetir. Fica a memória e a sensação de que, pelo menos, esta repercussão é o indício de que valeu a pena.

sexta-feira, setembro 26, 2008

Lançamento de novo livro de Lúcia Vaz Pedro


Lúcia Vaz Pedro lança um novo livro este fim de semana. A obra tem a chancela da Gailivro e é uma história para crianças com ilustrações de Raquel Pinheiro. A obra é lançada no dia 28 de Setembro, pelas 16 horas, no pavilhão Multiusos de Gondomar.

quinta-feira, setembro 25, 2008

Rute Rosas em Cerveira


Rute Rosas inaugura uma exposição/intervenção, no próximo sábado, em Vila Nova de Cerveira. A ver até 18 de Outubro.

quarta-feira, setembro 17, 2008

A ferradura na porta


Em Boassas era tradição colocar uma ferradura na porta principal da casa. Dizia-se que dava sorte e protegia contra "a coisa ruim"... As casas hoje estão abandonadas, e as poucas que o não estão têm portas de alumínio, onde não cabe a ferradura, nem as tradições, nem a cultura...