segunda-feira, novembro 21, 2005

Um novo texto do Professor Jacinto Rodrigues...

A ler no Desenvolvimento Ecologicamente Sustentável. Chama-se Emannuel Rolland - homem que planta hortas, jardins e florestas.

Reino do disparate... ou sinal dos tempos?

Depois do maior bolo de chocolate, da travessia do país em pé-coxinho, do maior banquete servido em cima de uma ponte e outras úteis façanhas, Portugal continua no seu melhor, agora com um monumental traste de metal e luzes... Que mais dizer?...

sábado, novembro 19, 2005

As doceiras de Boassas


















A senhora Joana Carmezim, na feira de Cinfães, última das afamadas doceiras de Boassas. Mais uma arte que se vai perdendo na voragem dos tempos, do "fast-food", do insípido e do vulgarizado em detrimento do genuíno, do autêntico e tradicional

«São célebres as doceiras de Boassas, presença célebre e constante em qualquer feira e Romaria de Cinfães ou dos concelhos vizinhos. Aí se instalam com as suas tendas, espécie de enormes guarda-sóis de madeira e toldo de pano, as iguarias dispostas nos compridos tabuleiros, protegidos por panejamentos alvos e decorativos.
Não há acontecimento, festa ou arraial digno de registo se não for acompanhado com um doce típico. A Páscoa será talvez a época do ano em que mais se fabricam e vendem. Nesta altura, em que as galinhas põem mais ovos, produz-se também o pão-de-ló.
Os doces mais típicos são, porém, os deliciosos bolos de manteiga, vulgarmente chamados de “matulos”, quiçá pela sua forma amorfa e desajeitada. Mas são também célebres as “fatias”, espécie de pão-de-ló, cortado em fatias rectangulares e com uma cobertura de açúcar branco, parecidos com as célebres “cavacas” de Resende, assim como uns pequenos bolos de pão-de-ló, redondos e achatados e totalmente recobertos de açúcar. Antigamente a manteiga com que se faziam os “matulos” era trazida da serra de Montemuro pelas sardinheiras de Boassas. Tanto a manteiga como os outros produtos da serra eram trocados directamente pelo peixe que levavam.»
[1]

Não poderia deixar de referir aqui outros doces típicos de Boassas, embora não comercializados nas feiras e festividades da região, mas mais ligados às festas familiares (no caso ao Natal), nomeadamente: as filhós (tão bem confeccionadas pela sra. Do Céu) e os "formigos" (espécie de açorda doce - ovos, pão, açúcar, sultanas e canela. - e, provavelmente, mais uma herança árabe...).

[1] Manuel da Cerveira Pinto in "Boassas, uma aldeia com história" - 2004

quinta-feira, novembro 17, 2005

O "Boassas" no "Mofo"...

O blogue de Oliveira de Frades "MOFO", dedica-nos um artigo em que transcreve duas linhas de um comentário que fizemos a propósito de cinema e cultura... Chama-se "O Mofo visto de Boassas, Cinfães".

segunda-feira, novembro 14, 2005

Novamente as eólicas do Montemouro

O Sargaçal continua a brindar-nos com oportunos artigos sobre as eólicas do Montemouro. Agora afirma que "para o Montemuro já é tarde"; "não há nada a fazer", mas... será mesmo assim?

sexta-feira, novembro 11, 2005

"O petróleo branco das serras"

O Sargaçal edita um oportuno texto sobre o novo parque eólico que vai ser implantado em Tendais (Cinfães) na já tão massacrada Serra de Montemouro... O tema anda a ser muito badalado e pode ser lido também no Ondas2 e no Ambiente Online. Quando será que os senhores governantes vão perceber que a questão ambiental passa, em primeiro lugar e impreterivelmente, pela gestão e ordenamento do território?...

quarta-feira, novembro 09, 2005

Notas para uma estratégia de Ecopolis (2)

2.ª parte do artigo do Professor Doutor Jacinto Rodrigues publicado na revista «Arquitectura e vida» de Março de 2004

3. BIO-CLIMATIZAÇÃO E BIO-DEPURAÇÃO
O verde urbano, através de corredores verdes, jardins e bosques urbanos, deve ter uma função ecológica decisiva para a bioclimatização e biodepuração.
Muito do lixo orgânico, resultante dos consumos urbanos, pode ser reciclado como fertilizante para hortas e bosques. Recorde-se o exemplo de Curitiba em que os fertilizantes orgânicos entregues pelos cidadãos, permitem a troca com produtos agrícolas criados nas hortas municipais.
Também a renaturalização dos rios não é apenas uma questão de estética.
Hoje conhecem-se bem os fenómenos da fito-depuração dos sistemas de lagunagem, da meandrização e das pequenas cascatas como factores de melhoria na qualidade da água.

4. ENERGIAS RENOVÁVEIS
As energias renováveis devem ser tratadas como uma questão central do ecodesenvolvimento. Devem ser utilizadas duma forma integrada e essencialmente numa escala regional. Por exemplo: mini-centrais que articulem várias energias complementares (solar/ eólica/ hídrica/ biogás, etc.) podem responder muito melhor do que estruturas gigantes monoenergéticas. A escala construtiva comunitária oferece também vantagens sobre o uso de protótipos energéticos à escala familiar. Todas estas estruturas devem inserir-se numa malha policêntrica do território, capaz de o cobrir, energeticamente, com o máximo de descentralidade e complementaridade.

5. BIO-CONSTRUÇÃO
A edificação deve pautar-se por uma legislação com preocupações ecológicas claras. O uso de materiais não poluentes, as preocupações pelos sistemas solares passivos, a articulação com a bioclimatização gerada pela eco-paisagem, devem ser um factor chave. A própria disposição espacial pode valorar o aproveitamento energético.
O exemplo francês pode ser implementado como processo pedagógico. O programa denominado construção de alta qualidade ambiental (H.Q.C.) estabelece concursos especiais na base de soluções ecológicas através da escolha de materiais não poluentes e soluções energéticas alternativas.
As edificações públicas, em particular as escolas e centros de formação cultural devem tornar-se experiências exemplares. Quando funcionam segundo o preceito da eco-construção, favorecem comportamentos e atitudes que são as melhores soluções para uma verdadeira educação ambiental.
A construção bioclimática exige novas formas, novos materiais, novos processos de implantação topológica. Estas novas morfologias complexas são dispositivos catalizadores duma outra civilização. (continua)

Jacinto Rodrigues
(professor catedrático da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto)

I concurso de fotografia da APOBO... já há prémios!


Já há prémios para o nosso concurso de fotografia. São os seguintes:
1.º prémio: 300 €
2.º prémio: 150 €
3.º prémio: 75 €
Caso se justifique, podem ser atribuídas Menções Honrosas.
Estamos à espera da vossa participação. Bom trabalho!

Lapsos...

Havíamos já reparado que o número de "comentários" havia diminuído drásticamente após a última reformulação do blogue. Atribuímos a causa ao facto de termos introduzido uma chave para evitar a entrada de mensagens automáticas ou publicidade. Afinal havíamos, inadvertidamente, seleccionado uma opção em que apenas os membros do próprio blogue poderiam fazer comentários. A todos aqueles que entretanto tentaram, infrutíferamente, colocar comentários aos nossos artigos formulamos o mais veemente pedido de desculpas. Esperamos, pois, voltar a ter muitos e construtivos comentários.

sexta-feira, novembro 04, 2005

Mais "reciprocidades"...

A comunidade em torno de Boassas não pára de aumentar e de nos surpreender. A mais recente adesão vem dos lados de Oliveira de Frades e chama-se MOFO. Da visita ficou-nos uma muito boa impressão. Mais uma vez só nos resta agradecer e retribuir a deferência. Bem hajam!...

Poluição luminosa...

É espantosa a forma como prolifera a iluminação dos montes na região. Há casas e terrenos de particulares que têm mais iluminação que a aldeia de Boassas inteira. A necessidade de afirmação, o provincianismo saloio dos "senhores doutores" que chegam das cidades e querem mostrar as suas belas "maisons" de desenho caseiro em estilo "neo-português-suave" é um atentado á vista. E não bastava só sê-lo durante o dia. Agora nem à noite passam despercebidos, que o estatuto social não tem dia nem hora. Até porque eles nem sequer têm medo do escuro. Que culpa têm eles do atrazo existente no mundo rural, onde à noite não há carros, movimento e luzes para afastar lúgubres pensamentos. Estrelas?...Pássaros e animais nocturnos?...Aumento do consumo da energia eléctrica?...Aquecimento global?...«Quero lá saber disso. Quero é mostrar a minha casa nova, até porque o andar lá na cidade não se pode iluminar e mostrar "ao público"!... E a factura, afinal, é a dividir por todos.»
Isto a propósito do brilhante artigo "Poluição Luminosa", de Bernardino Guimarães, a ler no blog «Campo Aberto».

terça-feira, novembro 01, 2005

Afinal talvez seja esta a próxima vítima...



Capela de Nossa Senhora da Estrela

Este fim-de-semana reparamos que começaram a ser executadas obras na capela de Boassas, estando a ser retirado o reboco exterior. Esperamos, sinceramente, que sejam apenas obras de "restauro" e que nada vá ser alterado do seu aspecto exterior. Sabemos bem da apetência actual pela "pedra à vista", que nada tem que ver com este tipo de edifícios, nem com a época em que foram construídos e que há anos, infelizmente destruiu parcialmente o interior. Muito estranhamos que não haja o devido acompanhamento por técnicos especializados tratando-se de uma obra com quase trezentos anos e que integra o rol do património da aldeia, a qual, recordamos, se encontra classificada no PDM como "de Valor Patrimonial" e também, recentemente, como "Aldeia de Portugal". Esperamos que não seja esta a "próxima vítima" e aproveitamos para falar um pouco sobre este edifício, deitando mão, mais uma vez ao "...Uma aldeia com história".

«A Capela de Nossa Senhora da Estrela localiza-se ao cimo da Arribada, junto às casas patrimoniais do Cubo e do Cerrado, coroando a zona mais antiga da povoação e rematando o largo principal, a Avenida Pinto Branco ou Largo da Capela (como é mais conhecido). Trata-se de uma capela modesta, de singela arquitectura chã ou plana, mas com algumas particularidades, ainda assim, dignas de nota.
Não é, seguramente, a capela original da aldeia, cujos vestígios subsistem, quanto a mim, sob a majestosa Casa do Cubo, uma vez que me parece de todo improvável que a aldeia não tivesse uma capela já em 1253, data em que D. Afonso III lhe outorgou a sua honrosa Carta de Foral. Esta é uma construção bem mais recente, edificada, segundo a inscrição na sua frontaria por sobre a porta principal, no ano de 1710.
A esta edificação refere-se o historiador M. Gonçalves da Costa da seguinte forma:
“Na (capela) da Senhora da Estrela, em Boassas, deixou Timóteo Campelo, em testamento, um óbito de missas perpétuas às sextas-feiras e sábados, mas sem qualquer legado a favor da instituição. Supriu Francisco Botelho do Amaral, vinculando-lhe 200 mil réis a juros para a fábrica. A 11 de Julho de 1713, a cúria episcopal passou a licença para a
celebração da missa, pagando o P.e João Godinho da Costa a chancelaria.” [1]
Trata-se de um templo de uma só nave, com capela-mor, arco triunfal e sacristia.
O altar maior, de modesta talha com motivos vegetalistas, pintada a branco e ouro, integra no seu retábulo uma delicada imagem de Nossa Senhora, em pedra de ançã. Adossados ao arco triunfal estão dois altares, revestidos em artística talha de traço barroco, que integram formosas imagens de S. Francisco de Assis e S. Sebastião. Possui ainda uma “Imagem de Nossa Senhora de Fátima benzida a 8 de Dezembro de 1981” e terá sido “restaurada em 1929”.
[2]

Será ainda de salientar o curioso e peculiar pequeno coro, com acesso pelo exterior.
Sofreu recentemente obras de manutenção e aqui, lamentavelmente, este sofreu foi de facto doloroso, pois que as obras foram executadas sem qualquer critério ou orientação, tendo sido realizadas várias atrocidades, como por exemplo a eliminação do reboco das paredes, deixando a pedra à vista, contrariando a característica da época em que foi executada; a substituição do pavimento em soalho de madeira por outro de medíocres mosaicos cerâmicos vidrados e a eliminação das pinturas decorativas do tecto, subsistindo apenas a imagem central, horrivelmente desfigurada.
O exterior, felizmente mantém-se intacto, ou quase, não fosse o péssimo hábito que têm as pessoas de “adornar” o pequeno campanário que coroa a frontaria com a mais variada panóplia de trastes, que vão desde uma horrorosa cruz metálica com lâmpadas multicolores, até bandeiras e a uma parafernália incrível de altifalantes. Estes, assim que começam a debitar ruído, transformam aquele que deveria ser um local sagrado num autêntico “inferno”, capaz de enlouquecer o mais manso dos personagens bíblicos, afastando tudo e todos das suas imediações, mesmo os que a pretendam visitar.
“Xinfrim” à parte, a capela de Boassas, ou melhor a capela de Nossa Senhora da Estrela, destaca-se e sobressai, não pela sumptuosidade, riqueza ou grandiosidade, mas sim pela sua graciosidade despojada, pela escala, rigor e coerência das suas proporções e merece a pena, sem dúvida, ser visitada.
É, como comecei por referir, um exemplar digno da chamada arquitectura chã ou plana, cuja particularidade reside sobretudo no contraste entre os rugosos elementos de granito e a superfície lisa do reboco caiado. E aqui será também de salientar um outro aspecto também fortemente dissonante e negativo que é o rodapé negro que introduziram nas suas fachadas e que nada tem a ver com aquele tipo de edificação e com a sua época.
O elemento, no exterior, que mais realce adquire é, sem dúvida, o gracioso e proporcionado campanário. Este adorna a fachada principal, ao centro e é delicadamente esculpido em granito e encimado por uma cruz central e dois pequenos coruchéus, a fazer lembrar um pórtico de feição renascentista e constituindo uma opção muito curiosa e invulgar.
Os dois extremos da fachada são também ornamentados por dois coruchéus idênticos, mas de maiores proporções. Será ainda de referir as duas grandes cruzes de granito que ornamentam exteriormente as zonas do arco e da ábside na parte posterior do edifício, o que constitui também uma opção pouco frequente e invulgar. Todos os anos é costume realizar-se uma festividade em frente à capela em honra da Santa padroeira, Nossa Senhora da Estrela, em que a imagem é transportada em procissão.


Bibliografia consultada
[1] COSTA, M. Gonçalves da - História do Bispado e Cidade de Lamego, vol IV, págs. 374/375
[2] MONTEREY, Guido de - Terras ao Léu, Cinfães, pág. 292

Manuel da Cerveira Pinto
in "Boassas - Uma Aldeia com história", 2004

segunda-feira, outubro 24, 2005

Notas para uma estratégia de Ecopolis (1)


1. METODOLOGIA
A primeira reflexão metodológica é a necessidade de pensar em termos interdisciplinares e transdisciplinares nas intervenções urbanas. A abordagem deve ser integrada. Os vários elementos: a componente das energias, da produção, da circulação, dos consumos e da reciclagem, interagem uns nos outros. Assim, as questões naturais, técnicas e sociais são sistémicas e só podem ser abordadas segundo o pensamento da complexidade.
Essa abordagem deve ser mais profiláctica do que terapêutica. A cidade deve ser entendida como um eco-sistema. Tal perspectiva exige sair da visão “moderna” da cidade mega-máquina e procurar enquadrar a urbe como a expressão eco-sistémica da ligação da sociedade como componente da Biosfera. Este é o sentido lato com que se deve entender a paisagem antrópica.
A cidade como mega-máquina é dissipativa, consumista e contaminante. Tem como matriz o “Shoping Center”.
A eco-polis, cidade como eco-sistema regenerativo, funciona num processo integrado entre civilização, eco-técnica e biosfera.

2. CONCEPÇÃO DA PAISAGEM
Assim, a estrutura construída, o processo de urbanização, deve enquadrar-se na paisagem mais global e articular-se na cidade-região/cidade-natureza.
Como corolário deste ponto de vista procura-se então, em vez do uso de energias fósseis que levam ao esgotamento dos recursos naturais, criar uma produção de energias renováveis e eliminar uma produção com materiais poluentes e energias não limpas, evitando os resíduos contaminantes e tóxicos. Os lixos deveriam ser recicláveis, permitindo assim a substituição do metabolismo linear, próprio das máquinas, em metabolismo circular ou regenerativo dos seres vivos. Esta é toda a diferença existente entre um entendimento da cidade como máquina ou da cidade como “ecosistema”.

3. MULTIFUNCIONALIDADE
A monofuncionalidade, ou seja, a separação das actividades urbanas, característica dos zonamentos da cidade-máquina “moderna”,deve dar lugar a uma interacção onde os mesmos elementos podem constituir respostas multifuncionais.
Isto é particularmente importante no que diz respeito à relação entre paisagem natural e edificação. As árvores e os arbustos, a reorganização do planeamento vegetal em geral, e também a reorganização hidrológica, constituem factores não apenas susceptíveis de embelezamento estético mas de bioclimatização e de biodepuração.

Jacinto Rodrigues
Professor universitário

sexta-feira, outubro 21, 2005

Rio de ouro



Amo este e não outro
O de prata é lindo - ouço dizer
O brilho está em quem nas margens o vive

Quero este e não outro
O Tejo é mais imponente - há quem o julgue
A força está nas margens que lhe dão vida

Sinto este e não outro
O Ganges é local de oração - dizem as escrituras
Apenas este desperta a fé que preenche o meu coração

Adriana Carmezim in "No Silêncio do Amor", Junho 2005

quinta-feira, outubro 20, 2005

Guia Ambiental do Cidadão














Mais um livro para enriquecermos a nossa biblioteca. Via "Grupo Vida Urbana e Ambiente", a quem desde já agradecemos.
«O Guia Ambiental do Cidadão é um projecto da CIDAMB - Associação Nacional para a Cidadania Ambiental (fundada no ano 2000 pelas Associações Quercus, Geota e LPN), cujo objectivo é o de transmitir, de forma acessível a qualquer interessado, a informação fundamental sobre os direitos de cidadania existentes no ordenamento português por forma a possibilitar o seu exercício.
Esta informação também está disponível na rede aqui e é inteiramente grátis! Pode até descarregar aqui a versão PDF
Transcrição parcial do artigo publicado no blog referido e que pode ser lido na íntegra aqui.

Pequenas coisas... IV

Ainda sobre o automóvel e com a ajuda da "Ecosfera"
- Utilize transportes públicos e ande a pé ou de bicicleta sempre que possível.
- Convém conduzir a velocidades moderadas, sem pôr o motor em marcha demasiado lenta; uma aceleração rápida queima grandes quantidades de combustível e produz um maior nível de poluição do que a aceleração gradual.
- Tente descobrir quem, no seu emprego, faz o mesmo percurso que você. Em vez de quatro carros, poder-se-á utilizar apenas um.
- Mantenha os pneus com a pressão correcta. Assim, está a impedir o seu desgaste prematuro devido a uma maior flexibilidade ou aquecimento exagerado. Para além disso, poupa gasolina.
- Compre pneus mais duradouros.
- Não compre um automóvel maior do que as suas necessidades. Automóveis mais pesados utilizam até 50 por cento mais combustível do que os modelos mais leves.

quarta-feira, outubro 19, 2005

Assembleia Geral Extraordinária

Realizou-se no passado Domingo, dia 16, a 2.ª Assembleia Geral da APOBO. A afluência foi bastante grande, estando presentes cerca de metade dos sócios actualmente inscritos. Foram votados os seguintes pontos:
- Criação de uma Empresa de Inserção para a limpeza e vigilância de matas, florestas e pinhais.
- Inclusão de funções de apoio e solidariedade social na empresa a criar.
- Designação dos responsáveis pela candidatura a apresentar ao centro de Emprego da região, Maria Alice da Cerveira Pinto; Sónia Constante e Fernando Cardoso Gregório.
Os três pontos votados foram aprovados por unanimidade, tendo-se assim conseguido alcançar todos os objectivos a que se propunha esta assembleia. Foram ainda esclarecidas algumas dúvidas aos presentes e foi também feito um resumo das actividades mais significativas da associação até à presente data.

terça-feira, outubro 18, 2005

Património de Boassas II


A capela da "Casa do Fundo da Rua"

«O templo religioso integrante da Casa do Fundo-da-Rua é designado vulgarmente por Capela de Nossa Senhora. Esta encontra-se adossada ao edifício principal e contém na sua frontaria o brasão, magníficamente esculpido, de Serpa, Costa, Pinto e Brito.
Trata-se de uma bela construção de características absolutamente barrocas, na sua melhor tradição, em que a profusão ornamental e a textura do granito contrastam com a superfície lisa e austera do reboco caiado.
Todo o trabalho em granito é de uma delicadeza e perfeição exemplares e confirma plenamente a fama dos antigos canteiros e pedreiros de Boassas, donde será de salientar a cruz localizada ao centro e os dois pináculos que a ladeiam e encimam a frontaria, bem como os cunhais, singularmente tratados como se de colunas coríntias se tratasse, encimadas com motivos fitomórficos.
No interior, bastante despojado se comparado com o exterior, será de salientar o retábulo em magnífica talha barroca em madeira à vista e o coro, que permitia aos donos da casa assistir às celebrações religiosas sem terem que sair.»

[In "Boassas, Uma aldeia com história", de Manuel da Cerveira Pinto, publicado préviamente no Jornal Miradouro n.º 1213, de 13 de Agosto de 1999]

segunda-feira, outubro 17, 2005

Pegada Ecológica II...

aqui havíamos falado em "pegada ecológica". Agora, graças à indicação do "Solariso" é possível calcular a "Pegada Ecológica". Basta clicar aqui e seguir as indicações...

domingo, outubro 16, 2005

Jogo ecológico do Greenpeace ganha prémio

O Jogo da Memória “Selva”, criado pela AlmapBBDO para o Greenpeace, levou o Bronze no prêmio MMOnline/MSN na categoria ‘Além do Banner’. "A brincar, a brincar dizem-se as verdades". Em Português...

sexta-feira, outubro 14, 2005

Arquitectura popular desaparecida


A "Casa do Rêgo". Um notável exemplar de arquitectura vernácula, infelizmente já desaparecido. Mais um caso (depois deste já aqui mencionado) a engrossar a listagem da delapidação constante do património construído desta aldeia milenar...

quinta-feira, outubro 13, 2005

quarta-feira, outubro 12, 2005

Guia de Acesso à Justiça Ambiental











Graças ao blogue do "Grupo Vida Urbana e Ambiente" ficamos a saber do lançamento, pela Euronatura, em Maio passado, deste livro. Será mais um a ficar na nossa lista de encomendas e esperamos venha a ser proveitoso. Entretanto, para quem quiser consultar, há uma edição em formato electrónico.

terça-feira, outubro 11, 2005

O Desenvolvimento Ecologicamente Sustentado...

Alternativa ao Capitalismo na Era da Globalização

Por: Jacinto Rodrigues

Resumo
Não é possível construir uma sociedade de justiça social sem mudança do modelo territorial energético, baseado na sustentabilidade ecológica.
A ecologia, como fundamento substantivo da política e da técnica, torna-se essencial para a alternativa ao paradigma do capitalismo na fase da globalização.

Palavras-chave:

Desenvolvimento ecologicamente sustentado
Ecodesenvolvimento
Eco-ciência planetária


Mesmo para o cidadão comum, de hoje, é uma evidência constatar a evolução do capitalismo e reconhecer a especificidade desta etapa que se designa de globalização.
Porém, a questão essencial é saber se a natureza do sistema capitalista mudou.
a) Será que desapareceram a exploração, dominação e as injustiças sociais que advêm desse modelo social?
B) Encontrou este modelo capitalista um processo de concertação dos seus antagonismos, inerentes ao seu processo de funcionamento?
c) Que ocorreu em relação à capacidade de resposta dos grupos sociais explorados e dominados, aos novos processos de economia transnacionalizada na sua nova fase do capitalismo financeiro, “financiarização”, de cibernetização tecnológica, “informatização” e alargamento manipulatório “mediatização”? (AMIN 1997))
No estado actual, a etapa da globalização alargou a economia de mercado para uma fase cada vez mais gravosa para com o equilíbrio da biosfera. O valor de uso dos produtos tornou-se presa de interesses financeiros dominantes. O oligopolismo, ou seja, o capital financeiro sobrepôs-se à lógica de investimentos produtivos. A geopolítica do capital transnacionalizado impôs modelos sociais/militares e tecnológicos mundializados.
A generalização de uma tecnologia que produza um antagonismo crescente em relação à biosfera.
Esse antagonismo crescente revela-se essencialmente pelo facto de que este modelo tecnológico funciona como uma predacção exterminadora dos bens planetários criando simultaneamente resíduos superiores à reciclagem de que dispõe a biosfera.
Os eco-sistemas são violentados pelo alargamento duma tecnologia produtora de esgotamento energético e matérias-primas, ao mesmo tempo que gera lixos tóxicos.
A generalização desse antagonismo capitalismo versus natureza, acompanha e agrava outros antagonismos essenciais. Cresce o fosso ente os grupos cada vez mais reduzidos, detentores do meios de dominação, produção e alienação e o resto da sociedade que, por sua vez, se decompõe em grupos sociais integrados e outros excluídos.
Cresce o fosso entre regiões onde o crescimentos se realizou à custa da periferia despojada dos seus próprios meios naturais de subsistência.
Por outro lado, ocorrem antagonismos também entre os próprios detentores do capital porque a concentração e a concorrência inerente ao modelo mercantil acentua rivalidades em torno da conquista do poder dominante. A concentração faz-se através do aniquilamento dos mais fracos que têm de se sujeitar a essa geo-estratégia de concentração.
O modelo tecnológico, aparece com uma lógica de produtivismo quantitativo que insinua um progresso social. A tecno-ciência mecanicista/positivista (sem uma base ecológica e assente na energia fóssil e na poluição) constitui a trama essencial da produção. Com efeito, dos transportes à agro-indústria, o modelo tecno-científico hegemoniza o tipo de crescimento da economia capitalista.
O sistema de ensino do Estado, privado ou empresarial, constitui um pilar de reprodução do próprio sistema. A socialização cultural é substituída pela institucionalização escolar. Esses referentes paradigmáticos interferiram na estrutura cognitiva, criando e reflectindo uma concepção de ciência e de cultura. Os “epistemes” são produzidos e reproduzidos nesta “grelha de interpretação”(WALLACE 1963) que interessem a manutenção social.
A organização territorial consolida a integração social de maiorias e exclusão de minorias não adaptativas.
A concentração urbana caracteriza esse habitat alheado do eco-sistema. Mas a organização territorial desta fase de globalização tem gerado dispositivos topológicos (FOUCAULT, 1976)) que constituem formas de integração e de dominação cada vez mais sofisticadas. A maquilhagem formal, a espectacularidade das edificações, escondem adestramentos comportamentais das populações e marcam com geo-estratégias complexas, a reprodução alargada da força de trabalho, o domínio manipulatório e/ou compulsivo de hábitos (BOURDIEU-PASSERON, 1964)), de formas de vida e de consumo.
Durante o processo da mundialização da economia capitalista, através das formas coloniais ou neo-coloniais, as sociedades tradicionais de economia de subsistência apresentaram, e apresentam ainda hoje, resistências à imposição desse modelo capitalista, social, tecnológico, territorial e educativo.
Essas sociedades tradicionais não têm actividades puramente económicas. A caça e a agricultura são actividades familiares e comunitárias. Como refere Polanyi,(POLANYI, 1980)) os princípios dessas sociedades vernaculares são formas de reciprocidade que estabelecem um tecido de obrigações mútuas estreitando os laços entre os membros da comunidade. (Goldsmith, 1995)
A tecnologia e o habitat das sociedades vernaculares constituem as formas de estar duma sociedade em busca da auto-suficiência, que obedece às imposições do nicho ecológico em que a comunidade se insere
O processo educativo na sociedade, confunde-se com a socialização, vigorando o processo de adaptação à comunidade e ao eco-sistema de que são dependentes.
O processo colonial e neo-colonial instaura-se essencialmente pelo sistema tecnológico e pelos novos dispositivos territoriais. São estes elementos fortes que facilitam a “pilhagem” e produzem a catástrofe das populações nativas.
O habitat e a tecnologia tradicionais, não produziam esgotamento dos bens naturais. Os detritos eram reciclados pelo ecosistema local.
A transmissão de doenças era menos fatal nas comunidades isoladas do que em populações concentradas e em situações degradadas das aglomerações urbanas.
As relações de economia de mercado vieram acelerar a desintegração dos ecosistemas pois os valor de uso ao ser substituído por valor de troca, provocou a delapidação das florestas, aumentou a desertificação e intensificou processos de concorrência que levaram a conflitos étnicos e às guerras.
Ao estabelecermos estas constatações sobre as sociedades vernaculares não queremos, contudo, considerá-las isentas de limitações e portanto não é nosso ensejo apresentá-las como o paradigma alternativo ao modelo técnico-científico do capitalismo.
As ideologias colonial e neo-colonial esforçaram-se em tecer juízos de valor sobre as sociedades vernaculares, querendo ddemonstrar a supremacia do modelo cultural e civilizacional dos países de economia dominante. Foi o pretexto para legitimarem a colonização. Foi e é o discurso ideológico dominante.
Quisemos caracterizar a situação das sociedades vernaculares mostrando como as sociedades colonizadoras, contribuíram para o desequilíbrio entre o homem e a biosfera.
O que se pretende nesta comunicação é formular uma decifração ecológica dos paradigmas entre essas sociedades, que ultrapasse a mera análise “económica”. Por isso formular uma alternativa significa ultrapassar os quadros referenciais do paradigma científico e moderno. Significa também ultrapassar antigos paradigmas em que a sujeição da humanidade ao envolvimento ecosistémico era quase total.
Ultrapassar a atitude destruidora do modelo capitalista e ultrapassar a atitude adaptativa do modelo de sociedade tradicional é o desafio que se põe para a formulação dum paradigma futurante.
Entre destruição e sujeição existe a possibilidade de uma sociedade capaz de integrar os ecosistemas de um modo activo, de maneira a tornar mais conscientes as relações dos homens com os seres vivos e com o biótopo.
O alargamento da consciência planetária, o aparecimento de propostas ecotécnicas (energias renováveis e uma produção com resíduos recicláveis) e ainda o surgimento das novas formas de organização territorial ecologicamente sustentada, permitem apontar como possível, esta “utopia” social, baseada no desenvolvimento ecologicamente sustentado.
Para isso há que encarar as soluções para os antagonismos sociais mas também formular, simultaneamente, respostas às conflitualidades na biocenose e entre a biocenose e o biótopo.
Não existem portanto, soluções político-económicas em estrito senso. Política e economia enquadram-se numa eco-política mais geral, como seja a gestão do próprio planeta. Em última instância é de uma eco-sofia em processo a que teremos de recorrer para esta hipótese alternativa de paradigma.
A história da humanidade aparece apenas como um processo parcelar duma mais vasta aventura planetária. No entanto, para a humanidade, as experiências já vividas nos diferentes modos de produção, nos diversos complexos tecnológicos e energéticos, nos diversos paradigmas político-filosóficos, permitem experiência e teoria para o desenvolvimento futuro.
As aspirações por uma sociedade mais justa e solidária, ficaram assinaladas ao longo da história, por grandes movimentos de libertação. Estes movimentos sociais, só de uma forma vaga e às vezes paradoxal, referenciaram a problemática ecológica. Essas aspirações confundiram-se, umas vezes, com o mimetismo passivo à mãe terra, outras vezes, com o grito Prometaico, portador da sociedade industrial. Outras vezes ainda, ao contrário, orientaram-se para uma sabotagem do surto tecno-científico do sistema fabril.
Com o advento da teoria ecológica, reformulam-se os quadros da ciência positivista e das ideologias sociais. Reencontramos proximidades entre a geo-cosmogonia mágica nativista e as revelações duma complexidade holística da teoria ecológica. Mas há diferenças qualitativas no alargamento da consciência planetária e na capacidade de controlo da humanidade para o equilíbrio ou desequilíbrio entre a organização social e a biosfera.
Se, através da tecnociência se conseguiram autênticos massacres na biosfera, criando a poluição generalizada, a devastação das florestas, a desertificação dos solos, a contaminação das águas, a partir da investigação eco-técnica é possível a produção de protótipos de energias renováveis que não esgotem os bens naturais nem poluam o planeta.
A evolução do conhecimento nas ciências do território, permite a implantação de novos habitats integrados no ecosistema.
O habitat, território, desenvolvimento, bioagricultura, ecotécnica, produção e reciclagem, são corolários sistémicos para um desenvolvimento ecologicamente sustentado.
É nesta configuração territorial e com estes novos dispositivos eco-tecnológicos que se podem propiciar novos comportamentos e atitudes solidárias mais consentâneas com as aspirações de justiça social.
Estes lugares matriciais podem assim, facilitar uma socialização solidária, uma eco-territorialização e uma eco-técnica imprescindíveis para a concretização desta utopia realizável.
Esta utopia não é um “modelo”. É um processo de mudança alternativa à sociedade tradicional de subsistência e à sociedade de globalização do capitalismo neo-liberal.
No terreno prático, o que se pretende, neste artigo, é defender o eco-desenvolvimento (SACHS, 1995) como alternativa para qualquer das sociedades. Qualquer que seja a etapa de crescimento, terá que ter uma opção tecnológica e territorial ecologicamente sustentável que possa auferir experiência prática, teórica e científica da humanidade.
As sociedades vernaculares ou tradicionais, têm uma proximidade material das preocupações ecológicas. Mas, ao mesmo tempo, encontram-se longe das opções reflexivas que podem garantir pela eco-técnica actual, uma melhoria das tecnologias apropriáveis, tradicionais. Contudo, nas sociedades do capitalismo global, será necessária a reconversão da tecnociência à ecotécnica. Terá que surgir uma “medicina planetária” (LOVELLOCK, 1998) capaz de curar as mazelas do crescimento produtivista.
Cresceram os perigos gerados pelo modelo de crescimento. A vida quotidiana dos cidadãos é cada vez mais marcada pelos desastres ecológicos, quer sejam alimentares quer sejam climatéricos.
Há cada vez mais movimentos que tomam consciência planetária desses perigos e mais claramente surgem alternativas concretas no domínio da eco-técnica, da organização territorial e do modo de vida. São experiências exemplares que tendem a multiplicar-se.
Novas formas organizativas, como redes não hierarquizadas onde a unidade se estabelece pelo direito à diferença, despontam em todos os países. Da federação destas organizações e da participação duma “ciência cidadã” (IRWIN 1998) surgem já expressões dum internacionalismo solidário no desenvolvimento ecologicamente sustentado, visível em Seatle e Porto Alegre.

Jacinto Rodrigues
(professor catedrático da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto)

Referências bibliográficas
(1) Amin, Samir, “Imperialismo e Desenvolvimento Desigual”, 1998, Ed. Ulmeiro
“Eurocentrismo”, 1999, Ed. Dinossauro
“Desafios da Mundialização”, 2001, Ed. Dinossauro
(2) Bourdieu-Passeron, “Les Heretiers”, 1964, Ed. Minuit, Paris
(3) Foucault, Michel, “La gouvernementalité” in « Magazine Litteraire », nº 269, 1998
«Surveiller et Punir», 1976, Ed. Gallimard, Paris
(4) Goldsmith, Edouard “Desafio ecológico”, 1995, Ed. Inst. Piaget
(5) Irwin, Alane, “Ciência Cidadã”, 1998, Ed. Inst. Piaget
(6) Lovellock, James, “Ciência para a Terra”, 1998, Ed. Terramar
(7) Polanyi, K. “The Great Transformation”, 1980, N.Y.
(8) Sachs, Ignacy, “Norte-Sul: Confronto ou Cooperação?” in “Estado do Ambiente no Mundo”, 1995, Ed. Inst. Piaget
(9) Wallace, A.F.C. “Culture and Personality”, 1963, Ed. Rondon House, N.Y.

(Artigo publicado no Jornal MiraDouro n.º 1471, de 24 de Setembro de 2004)

segunda-feira, outubro 10, 2005

"Ao fim do dia, à soleira..." A propósito do I Concurso de Fotografia da APOBO


Esta imagem, com a qual se apresenta o regulamento do I Concurso de Fotografia da Associação Por Boassas, revela bem a capacidade de preservação da memória desta arte. O Sr. José Tendais, com o seu trajo característico (de notar os socos), conversa ao fim do dia com um casal de idosos, na soleira da "Casa do Pigarço", infelizmente, também ela já apenas uma memória, pois foi fruto do "vandalismo" que tem destruído este notável património da aldeia...
O regulamento do concurso é o que segue:

CONCURSO DE FOTOGRAFIA

Boassas . “Aldeia de Portugal”

A APOBO [Associação Por Boassas] vai promover o seu I Concurso Internacional de Fotografia, subordinado ao tema «Boassas . “Aldeia de Portugal”».
O concurso visa a promoção e divulgação da aldeia de Boassas e zona envolvente, alertando e sensibilizando as pessoas para a importância dos valores patrimoniais da povoação e da área rural que a envolve, incentivando-as para sua conservação e preservação.
Ao propormos nesta 1.ª edição o tema «Boassas . “Aldeia de Portugal”» pretendemos divulgar a figura turística de que, graças à APOBO, a povoação agora faz parte e salientar todos os aspectos, nas suas mais variadas vertentes, que levaram a esta recente classificação.

Regulamento

1. O I Concurso Internacional de fotografia, organizado pela Associação Por Boassas, é da responsabilidade da referida associação.
2. O concurso está aberto a todos os interessados, nacionais ou estrangeiros, à excepção dos membros do júri.
3. As inscrições são gratuitas.
4. O concurso tem como tema: «Boassas . “Aldeia de Portugal”»
5. Cada concorrente pode apresentar a concurso o máximo de três fotos.
6. As fotos, a cores ou a preto e branco, devem ter as seguintes dimensões:
- Dimensão mínima: 20x30
- Dimensão máxima: 30x40
Todas as fotografias devem ser montadas em janela de cartolina tipo “Bristol”, de modo a atingirem a dimensão de 40x50.
7. Cada trabalho deve conter no verso, em letra bem legível, o pseudónimo do concorrente e o título. As fotos a concurso devem ser acompanhadas da Ficha de Inscrição (ou fotocópia da mesma) devidamente preenchida.
8. a) Os trabalhos a concurso devem ser entregues em mão ou enviados pelo correio até ao dia 30 de Dezembro de 2005 (data de carimbo dos CTT), indicando no remetente apenas o pseudónimo, para:
I CONCURSO DE FOTOGRAFIA DA ASSOCIAÇÃO POR BOASSAS
CASA DO CERRADO, BOASSAS, OLIVEIRA DO DOURO
4690 – 405 CINFÃES
NOTA: A APOBO não se responsabiliza por quaisquer danos ou extravio dos trabalhos.
b) Conjuntamente com os trabalhos deve ser enviada uma carta fechada, contendo a Ficha de Inscrição e o pseudónimo (escrito em letra legível no exterior).
Haverá um júri para a selecção das provas e atribuição dos prémios e das suas decisões não haverá recurso.
Prémios:
1.º prémio: a definir
2.º prémio: a definir
3.º prémio: a definir
O júri pode ainda atribuir Menções Honrosas, de valor a definir
Todos os trabalhos premiados serão ainda publicados em forma de postal ilustrado.
O Júri pode deixar de conceder quaisquer prémios se entender que o nível dos trabalhos a concurso o não justifica.
Os autores dos trabalhos premiados serão avisados individualmente do prémio obtido.
Os trabalhos premiados ficarão propriedade da Associação Por Boassas, que os poderá usar para fim de exposição, publicação nos órgãos informativos e de divulgação da Associação por Boassas (APOBO) ou publicação de postais ilustrados, citando no entanto sempre o nome do autor e mantendo este os respectivos direitos.
Os restantes trabalhos serão devolvidos aos seus autores, desde que expressamente solicitado na ficha de inscrição. Para o efeito deve cada concorrente enviar a quantia de 3,50 € em cheque ou vale de correio.
Os trabalhos apresentados a concurso serão, no todo ou em parte, objecto de exposição (ou exposições) organizadas pela Associação Por Boassas.
Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos em definitivo pela Comissão Promotora. A simples participação no Concurso implica a aceitação total do regulamento.
A direcção da APOBO