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segunda-feira, janeiro 07, 2013

Colóquio Internacional . Arquitectura Popular



O Município de Arcos de Valdevez vai organizar um Colóquio Internacional sobre Arquitectura Popular, nos dias 3 a 6 de Abril de 2013, convidando para esse efeito investigadores de diferentes áreas científicas a reflectir sobre este tema nas suas vertentes arquitectónicas, urbanísticas e culturais. A Comissão Científica do Colóquio integra investigadores de diversas universidades e instituições de Portugal, de Espanha e do Brasil, e que vêm trabalhando este tema.

A Arquitectura Popular é uma componente essencial e elemento definidor da cultura de um povo. Inclui-se neste conceito não apenas a Arquitectura no sentido estrito, mas também as suas relações com as formas de organização do território, as estruturas de povoamento e de organização urbana. A compreensão desta cultura arquitectónica de raiz popular é essencial para a permanência da memória, das tradições e da cultura das comunidades, para a preservação da sua identidade e o respeito pela sua história, sendo determinante para evitar a destruição da paisagem. Torna-se necessário estudar e divulgar esta cultura arquitectónica, explicitando a importância da preservação deste património, que deve desempenhar um papel cada vez mais importante como referência para o futuro das comunidades, como motor de desenvolvimento económico e social e como referência para uma arquitectura contemporânea enraizada na nossa cultura e tradições.

Para mais informação: https://sites.google.com/site/coloquioarquitecturapopular/

domingo, fevereiro 19, 2012

Património (destruído) de Boassas


Mais um exemplar da genuína e tradicional arquitectura popular de Boassas que desapareceu. Desta vez foi o edifício que vemos na imagem, no lugar do "Fornelo". Sem qualquer projecto, sem licença, sem aviso de obra... sem cumprir qualquer legislação ou regulamento e a ocupar parcialmente a via pública. Foi demolida, para dar lugar a uma "maison" construída por um qualquer "pato-bravo". Isto na única aldeia classificada do concelho (Aldeia de Portugal, desde 2005), designada no Plano Director Municipal como Local de Valor Patrimonial e a integrar o Plano de Salvaguarda das Albufeiras da Régua e Carrapatelo (POARC). Se for apresentado o devido projecto na câmara, impecavelmente elaborado, provavelmente "chumba" porque falta uma vírgula!!!!!... Depois queixam-se da "crise", da "economia"... e sabe-se lá do que mais... não se queixam é da corrupção!!!!!...

sexta-feira, outubro 28, 2011

A arquitectura tradicional de Boassas






















Um dos já muito raros exemplares de arquitectura tradicional existentes em Boassas, localizado na Rua Serpa Pinto, junto ao Largo do Casal.

sábado, maio 15, 2010

"Habitar a História" . Boassas e a Quinta da Ventuzela no "Latitudes Life"

O magazine de turismo italiano "Latitudes Life" fala de Boassas e da "Quinta da Ventozela"... O artigo, muito interessante e que vale a pena ler, intitula-se "Abitare la Storia". Para visualizar basta "clicar" sobre a frase sublinhada. A ler, pois...

quinta-feira, abril 01, 2010

Património de Boassas


Malgrado a destruição perpetrada diariamente, o património de Boassas sobrevive e, por vezes, somos até surpreendidos por notícias curiosas e improváveis, como a da descoberta de um moinho secular no Ribeiro do Lameirão. Falta agora saber se, tal como a maior parte da arquitectura popular da aldeia, do forno comunitário, da capela, da Arribada ou dos caminhos pedonais, não irá ser também destruído pela incúria e pela ignorância... Esperemos que tenha melhor sorte, pois poderá ser mais um elemento a valorizar a aldeia, o seu património e a sua vocação cultural e turística. A ver vamos...

sexta-feira, julho 03, 2009

Património desaparecido...


As palavras que nos faltavam para acompanhar esta imagem chegaram-nos de Montão, pela mão de Campelo de Sousa, que no comentário que nos fez chegar, diz assim:

"(...) Quantas histórias estarão por trás desta bela imagem !
Será que tudo quanto os nossos antepassados nos legaram estará condenado ao desaparecimento?
Será que as novas gerações apenas sabem destruir ?
Pois é ! É tão fácil destruir aquilo que outros construiram! (...)"

sexta-feira, maio 15, 2009

Confirma-se o fim do 73/73...

Após 36 (!!!!????) anos de luta os arquitectos viram finalmente revogado o inominável decreto 73/73 e reconhecida a obrigatoriedade dos projectos de arquitectura serem feitos por arquitectos.
A arquitectura aos arquitectos! A César o que é de César!.
Mais informações aqui (Ordem dos Arquitectos).

Phillip Glass . "Opening"


Parece que hoje, após 36 anos, vai finalmente ser revogado o famigerado decreto-lei 73/73, que permite que em Portugal os projectos de arquitectura possam ser feitos por não arquitectos. É motivo para comemorar, embora com (muitas) reservas... De qualquer forma, (enquanto se aguardam mais pormenores) aqui fica um tema de um dos maiores compositores da actualidade.

segunda-feira, maio 04, 2009

A "Casa António Osório" no "O Diário do Alarife"


O blogue "O Diário do Alarife" publica imagens sobre um dos poucos edifícios de arquitectura tradicional recuperados em Boassas - A Casa António Osório. Trata-se de uma obra publicada e que integrou também o rol de edifícios de valor patrimonial que levou à classificação da povoação como "Aldeia de Portugal"...

terça-feira, abril 21, 2009

A Casa Orlando Constante no "O Diário do Alarife"


O blogue "O Diário do Alarife" publica alguns textos e imagens sobre um dos raros exemplares de arquitectura contemporânea em Boassas - a Casa Orlando Constante/Graça Tendais. A obra encontra-se publicada em livros e catálogos e integrou algumas exposições de arquitectura.
Para aceder basta "clicar na imagem ou na palavra sublinhada.

sábado, março 14, 2009

Blog "Boassas" impulsiona turismo

Já o suspeitávamos, mas tivémos agora a prova de que o blog Boassas (que já ultrapassou a 35.000 páginas visitadas!!!!...) é um impulsionador do turismo na aldeia, já que no blog "O Diário do Alarife" foi registado o seguinte comentário, a propósito de um artigo sobre a casa Fernando Ventura:
«Motivado por algumas das postagens do blogue “Boassas”, visitei a aldeia em 2008. Bem no centro da povoação, com um excelente enquadramento, deparei com aquela que agora sei chamar-se a “Casa Fernando Ventura”.
Estava longe de imaginar que o que se vê é fruto de uma remodelação recente. O recurso a elementos característicos da arquitectura tradicional local, foi feita com uma qualidade tal que fui induzido em erro. Afinal a “Casa Fernando Ventura” não esteve sempre lá, como eu na altura então julguei!»

O autor do comentário é Rafael Carvalho, professor, que vive em Armamar e que assina o notável blog: "Arquitectura D'ouro".
O edifício em questão já
aqui havia sido publicado

sábado, maio 17, 2008

Património desaparecido...


Trata-se pois de mais um exemplar de genuína arquitectura popular que desapareceu em Boassas. A aldeia vai-se assim esvaziando de património na mesma proporção que se esvazia de pessoas. Não posso deixar de relacionar uma coisa com a outra. A cultura que existia antigamente (mesmo em pessoas analfabetas...) hoje não existe, embora as pessoas saibam escrever o seu nome. Este é seguramente um caso paradigmático, na medida em que a casa havia adquirido poucos meses antes da sua demolição um parecer favorável por parte da Direcção Geral de Turismo, para ser uma unidade de turismo rural (eu próprio tratei do caso, gratuitamente). Obviamente, com esta aprovação, o seu valor havia-se multiplicado, no entanto o que aconteceu foi a sua demolição (sem que eu tivesse sido sequer informado...). Claro que há também uma palavra para as autarquias que permitem este tipo de atentados quando a aldeia está classificada como de "Valor Patrimonial"... Mas aí também a questão cultural é grave!

sexta-feira, outubro 14, 2005

Arquitectura popular desaparecida


A "Casa do Rêgo". Um notável exemplar de arquitectura vernácula, infelizmente já desaparecido. Mais um caso (depois deste já aqui mencionado) a engrossar a listagem da delapidação constante do património construído desta aldeia milenar...

quinta-feira, outubro 06, 2005

A propósito do Dia Mundial da Arquitectura...

...este pequeno, mas notável, artigo intitulado: "O vegetal como vocábulo da arquitectura". A ler no "Do Meu Jardim"...

IV SIACOT


Irá ter início amanhã, dia 7 e prolongar-se-á até dia 12, o IV SIACOT - Seminário Ibero-Americano de Construção com Terra, de que já havíamos falado aqui (e também aqui). A este propósito, damos a conhecer mais um livro sobre esta temática, neste caso de Jean Dethier, com o título «Arquitecturas de Terra, ou o futuro de uma tradição milenar», editado pela Fundação Calouste Gulbenkian.

sexta-feira, setembro 30, 2005

"Arquitectura de Terra em portugal"



A propósito do IV SIACOT (Seminário Ibero-Americano de Construção com Terra), vai ser lançado o livro "Arquitectura de Terra em Portugal", uma ilustração e reflexão sobre a arquitectura de terra que se faz no país. Algo que se assinala com agrado, até pela necessidade de encontrar novas "vias" alternativas à construção massificada e "predadora", que se mostra inviável e sem futuro. Neste caso (como tantas vezes sucede) o ensino provém da tradição.

IV Seminário Ibero-Americano de Construção com Terra...

Irá decorrer de 7 a 12 de Outubro o IV SIACOT (Seminário Ibero-Americano de Construção com Terra) e III Seminário de Arquitectura de Terra em Portugal. O evento terá lugar no Convento da Orada, em Monsaraz e é organizado pela Escola Superior Gallaecia, Fundação Convento da Orada, Projecto Ibero Americano Proterra, CdT- Associação Centro da Terra e o instituto norte-americano GCI - Getty Conservation Institut. O programa pode ser visto aqui.
Mais informações podem ser solicitadas através do seguinte endereço: siacot@centrodaterra.org

quarta-feira, setembro 07, 2005

À memória de Fernando Távora (1923-2005)

"Fernando Távora. O reinventor da arquitectura moderna. O decano da arquitectura portuguesa, que trouxe os valores locais e a história para a arquitectura moderna, morreu ontem (Sábado, dia 3), aos 83 anos. Considerado o grande mestre da Escola do Porto, é responsável pelo acerto da arquitectura portuguesa com as vanguardas internacionais" (in, Público, 4/9/2005). A sua obra continua a ser notícia mesmo após a sua morte, pelos piores motivos, é certo. Via Dias Com Árvores, "Pinheiros mansos no alto da avenida".

terça-feira, agosto 02, 2005

Carta sobre o Património Construído Vernáculo (II)

A destruição do património construído vernáculo de Boassas tem sido uma preocupação constante e é um dos pontos fulcrais da acção da Associação Por Boassas. Continuamos e concluímos, assim, a publicação da "Carta sobre o Património Construído Vernáculo", na esperança de que se sensibilize quem de direito, para que se pare, definitivamente, a destruição desta imensa riqueza local e que se preserve ainda (e recupere) o que for possível, nesta aldeia agora classificada como "Aldeia de Portugal" e que espera honrar esse epíteto e essa distinção. Trata-se de uma carta complementar à Carta de Veneza, formalizada pela Comissão Científica Internacional sobre a Arquitectura Vernácula (CIAV), "criada em 1976, no seio do Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMOS) e que procura aprofundar o estudo e os meios para a preservação da arquitectura dita "popular" em todo o mundo. Composta por peritos de vários países, a CIAV promove um congresso científico anual, colabora na apreciação de candidaturas a património mundial na área da arquitectura popular e elaborou a Carta sobre o Património Construído Vernáculo." (Miguel Brito Correia, in: "Pedra e Cal", ano VI, n.º 25, Março de 2005, pp. 35)

PRINCÍPIOS DE CONSERVAÇÃO
«1. A conservação do património construído vernáculo ou tradicional deve ser realizada por especialistas de diversas disciplinas, que reconheçam o carácter inevitável da mudança e do desenvolvimento, bem como a necessidade de respeitar a identidade cultural das comunidades.
2. As intervenções contemporâneas nas construções, nos conjuntos e nos povoados de expressão vernácula devem respeitar os seus valores culturais e o seu carácter tradicional.
3. O património vernáculo raramente se exprime através de construções isoladas. Será, pois, melhor conservado se forem mantidos e preservados os conjuntos e os povoados representativos de cada região.
4. O património construído vernáculo é parte integrante da paisagem cultural e essa relação deve ser tomada em consideração na preparação de programas de conservação.
5. O património vernáculo abrange não apenas as formas e os materiais dos edifícios, estruturas e espaços, mas também o modo como estes elementos são usados e interpretados pelas comunidades e ainda as tradições e expressões intangíveis que lhes estão associadas.

ORIENTAÇÕES PRÁTICAS
1. Investigação e documentação
Qualquer intervenção física em património vernáculo deve ser cautelosa e precedida de uma análise completa da sua forma e organização. A documentação recolhida deve ser conservada em arquivos acessíveis ao público.
2. Relação com a paisagem
As intervenções em património construído vernáculo devem respeitar e manter a integridade dos sítios onde este património se implanta, bem como a relação com a paisagem física e cultural e ainda garaatir as relações de harmonia entre as construções.
3. Métodos tradicionais de construção
A continuidade dos métodos tradicionais de construção e das técnicas e ofícios associados ao património vernáculo são fundamentais para o restauro e reconstrução destas estruturas. É através da educação e da formação que estes métodos e este domínio das técnicas e ofícios devem ser conservados, registados e transmitidos às novas gerações de artífices e construtores.
4. Substituição de materiais e de elementos arquitectónicos
As transformações que satisfaçam legitimamente as necessiadades contemporâneas devem ser realizadas com materiais que assegurem uma coerência de expressão, de aspecto, de textura e de forma com a edificação original.
5. Adaptação e reutilização
A adaptação e a reutilização de construções vernáculas devem ser efectuadas respeitando a integridade, o carácter e a forma destas estruturas e compatibilizando a intervenção com os padrões de habitabilidade desejados. A perenidade dos métodos tradicionais de construção pode ser assegurada através da elaboração, pela comunidade, de um código ético ajustável às intervenções.
6. Critérios relativos a alterações
As alterações feitas ao longo do tempo nos edifícios devem ser consideradas como parte integrante da Arquitectura Vernácula. Por isso, a sujeição de todos os elementos de uma edificação a um período histórico único não deve constituir, normalmente, o objectivo das intervenções no património vernáculo.
7. Formação
Para conservar os valores culturais da Arquitectura Vernácula ou tradicional, os governos e as autoridades competentes, as associações e as organizações ligadas a estes objectivos devem dar prioridade:
a) A programas educativos que transmitam os fundamentos do património vernáculo aos técnicos ligados à sua salvaguarda;
b) A programas de formação para apoiar as comunidades a preservar os métodos e os materiais tradicionais de construção, bem como as respectivas técnicas e ofícios;
c) A programas de informação que sensibilizem o público, nomeadamente os jovens, para o valor da arquitectura vernácula;
d) Às redes inter-regionais de arquitectura vernácula para intercâmbio de conhecimentos e experiências.»

(in: LOPES, Flávio; CORREIA, Miguel Brito, Património Arquitectónico e Arqueológico, Cartas, Recomendações e Convenções Internacionais, Lisboa, Livros Horizonte, 2004, pp. 285-288.)